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CDS-PP Almada considera fiscalização na Ponte 25 de Abril no ‘limite da aberração’

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A Concelhia de Almada do CDS-PP endereçou às redações uma nota de imprensa, sobre a operação das forças de segurança no dia de ontem, sexta-feira, dia 30 de Outubro, na Ponte 25 de Abril, «e que redundou num autêntico caos à entrada da cidade com consequências muito negativas para as populações», bem como a tomada de posição da concelhia de Almada sobre a proibição por parte do Governo de circulação entre concelhos entre o dia 30 de Outubro e o dia 3 de Novembro

Com o título «A sexta-feira caótica e desesperante» o CDS-PP Almada comenta que «os erros na gestão da pandemia nomeadamente por parte do Governo através da tutela do Ministério da Saúde e directamente pelo Primeiro Ministro, o que se passou ontem um pouco por todo o país, com maior incidência nos acessos ao concelho de Almada nomeadamente via Ponte 25 de Abril, deixa bem claro que não estão a ser implementadas nem a ser concretizadas de forma mais inteligente e eficaz as melhores soluções e respostas a dar à pandemia e as suas derivas».

Para a concelhia de Almada, as medidas deviam passar por «um reforço dos meios humanos e materiais incluindo os meios da saúde, mas também, os meios adequados para quem tem a missão de proteger, tratar e também de fiscalizar», bem como «pensar-se numa campanha de sensibilização mais próxima e constante» e ainda «mais investimento nos cuidados médicos, na prevenção e na sensibilização e no dar o exemplo, devendo o mesmo vir de cima e sem discriminações, e, muito importante, é fundamental a criação e a gestão de planos eficazes com aplicabilidade no terreno geridos por pessoas competentes e com a experiência que se exige em tempos tão fora do normal como os que se estão a viver».

Sobre a situação caótica que ocorreu no dia 30 de Novembro «com especial relevo entre os concelhos de Almada e Lisboa, nomeadamente no final da tarde, é bem revelador do desnorte que graça neste momento em Portugal, onde parece que ninguém governa ou toma decisões acertadas», frisando que «qualquer cidadão minimamente preparado para viver numa sociedade moderna e desenvolvida, entende que o que se passou esta sexta-feira nos acessos ao concelho de Almada nomeadamente os acessos norte pela Ponte 25 de Abril, está no limite da aberração e da falta de noção mínima de quem no momento gere o país».

O CDS-PP Almada aponta ainda «os relatos desesperados e revoltantes por parte de muitos cidadãos do concelho e não só, espelham bem a falta de noção das decisões que foram tomadas de forma precipitada.

Esses relatos e essas queixas dão conta de horas intermináveis nas filas dos acessos à ponte com as temperaturas acima do que é supostamente normal para esta época do ano, condutores e famílias que desesperam para chegar a casa depois de uma semana de trabalho, ao mesmo tempo que constatou-se pessoas retidas no trânsito a necessitarem de vários tipos de cuidados incluindo cuidados médicos, crianças, algumas de tenra idade, dentro de automóveis durante horas, e autocarros e carreiras suprimidas por falta da ausência de um corredor BUS ou de outras alternativas levando a que se criassem filas a perder de vista nas paragens de autocarro, isto já para não falar na lotação de muitos desses autocarros onde a distância necessária nesta altura ficou completamente comprometida e esquecida.»

O CDS-Partido Popular «é do entendimento que esta acção de fiscalização jamais poderia ter ocorrido desta forma numa sexta feira e ao final da tarde, quando se sabe, à priori, que grosso modo dos utentes da travessia do rio Tejo, vão para as suas casas, muitos deles exaustos e que só pretendem ir para junto das suas famílias desfrutar de descanso merecido.

Mais entende o partido, que essa fiscalização deve ser efectuada dentro dos municípios, já no fim de semana e controlada dentro dos locais, impedindo, ai sim, as aglomerações que são perfeitamente dispensáveis durante uma pandemia em determinados locais.»

Perante «a falta de noção da realidade com repercussões muito negativas para os almadenses, o CDS-PP Almada, solicita que o Governo possa reverter para futuro, esta acção infundada e completamente despropositada, adoptando medidas bem mais eficazes e mais consensuais, solicitando ainda que a Câmara de Almada se possa pronunciar no mesmo sentido» e exige ainda ao Governo que «seja equilibrado e justo nas imposições e o âmbito das restrições que adopta para diferentes casos, pois o que se tem notado é que há enormes discrepâncias nas exigências e na aplicabilidade da lei a casos excepcionais».

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