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CDS admite votar contra lei dos professores

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Assunção Cristas disse hoje que os centristas apenas votarão a favor do diploma dos professores se forem aceites as condições do partido.

A posição foi expressa pela líder do CDS-PP num comunicado, depois de o primeiro-ministro ter ameaçado, na sexta-feira, com a demissão do Governo, no seguimento da aprovação no Parlamento do diploma para a contabilização total do tempo de serviço dos professores.

No comunicado, avançado pela agência Lusa, lê-se que “ou o parlamento aceita as condições [do CDS]” ou não será aprovado “qualquer pagamento”.

O CDS diz no mesmo comunicado que vai pedir para serem votadas novamente as propostas em que o partido condicionava o pagamento a três condições: crescimento económico, a revisão da carreira, avaliação, e regime de aposentação dos professores.

Para Assunção Cristas, António Costa tem usado uma “mentira fabricada” para “criar uma crise política” e anuncia que o partido vai avocar, para a votação final global, as propostas do CDS chumbadas na quinta-feira na comissão parlamentar de educação e que condicionavam o pagamento aos professores de uma negociação e de três condições.

Com esta declaração, o CDS adianta-se a Rui Rio, líder do PSD, que tem agendada para esta tarde uma posição acerca da possibilidade da demissão do executivo, caso a contabilização total do tempo de serviço dos professores seja aprovada em votação final global.

Recorde-se que António Costa convocou uma reunião de urgência com o núcleo duro do Governo na sexta-feira de manhã.

Após uma audiência com o Presidente da República, anunciou que o Governo se demite caso a contabilização total do tempo de serviço dos professores for aprovada em votação final global, o que deve acontecer até dia 10 ou, no máximo, dia 15 de maio.

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