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Casamento em Moura termina com intervenção das autoridades

Autoridades tiveram de intervir em casamento que reuniu cerca de trezentas pessoas em Moura.

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O caso foi divulgado na página de Facebook do «Chega» de Moura, que deu a conhecer a realização de «um casamento da comunidade cigana em Moura», freguesia de Póvoa de São Miguel, onde teriam estado presentes cerca de 300 pessoas.

Depois de terem denunciado o evento, é também o «Chega» que indica que «após dois dias de festa, ao terceiro dia e depois de centenas de chamadas por parte dos habitantes da Póvoa de São Miguel para o posto da GNR de Moura, o ajuntamento (festa) desta comunidade cigana teve de terminar com os militares a intervirem».

Os responsáveis do partido acusam ainda o presidente da Junta de Freguesia de «silêncio total» e de ter dado «autorização a estas pessoas para fazerem a festa deles…».

Além das acusações, deixaram ainda imagens sobre o estado em que ficou «a estrada que liga Moura à Póvoa de São Miguel pode confirmar o estado miserável e vergonhoso que se encontra este espaço que é a pista de motocross mesmo à entrada da Póvoa de São Miguel… Centenas de garrafas de cerveja, plástico, caixas de papel e até um carrinho de bebé…

A população está revoltada e a junta mantém o silêncio…».

Na sua página pessoal do Facebook, Álvaro Azedo, presidente da Câmara Municipal de Moura responde às acusações afirmando que «a Câmara não vai responder a partidos sem rosto no concelho, que apenas debitam meias verdades, e que alimentam ódios através das redes sociais. Não se conhece um dirigente local, ou regional, que interpele o presidente da Câmara. São sinais dos tempos…».

Sobre a festa de casamento em Póvoa de São Miguel, Álvaro Azedo explica que «os responsáveis do Destacamento de Moura da G.N.R.; PSP; e restantes membros do Centro Coordenador de Proteção Civil (que reúne todos os dias pela manhã) sabem perfeitamente que o Serviço Municipal de Proteção Civil de Moura se manifestou contra a realização de tal festa.

E, no expediente efetuado pela GNR e que seguiu para o Ministério Público, encontra-se, inclusive, um parecer solicitado pelo SMPC à Autoridade de Saúde Pública.

Devo também referir, que embora estivesse em serviço na Herdade da Contenda durante a tarde de ontem, falei várias vezes com o oficial da GNR no comando do Destacamento, solicitando intervenção para que o ajuntamento fosse terminado com a maior celeridade possível.

Igual pedido formulei ao senhor Presidente da Junta de Freguesia.»

O edil garante ainda que «nunca embarcarei na guerra nojenta do racismo, xenofobia, e do preconceito. Mas, neste concelho, em nome da Saúde Pública, temos feito muitos sacrifícios.

Cancelámos festividades que dizem tanto ao nosso povo, cancelámos feiras, eventos, e tivemos comerciantes e empresários do concelho a passar por imensas dificuldades. Temos famílias a passar por muitas dificuldades. Mas, estivemos sempre unidos, e tudo farei para que continuemos a caminhar assim.»

O autarca deixa ainda uma lista do trabalho realizado pela edilidade com as famílias da comunidade cigana durante o período de confinamento.

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