Palmela

Carlos Sousa confirma dívidas a funcionários no Centro Social de Palmela mas tem o desafio de salvar a Instituição

O Diário do Distrito recebeu uma denúncia de um funcionário do Centro Social de Palmela (CSP), que acusa o presidente Carlos Sousa de má gestão e menciona dívidas aos trabalhadores.

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O Diário do Distrito recebeu uma denúncia de um funcionário do Centro Social de Palmela (CSP), que acusa o presidente da instituição, Carlos Sousa, de má gestão e menciona dívidas aos trabalhadores.

O também candidato independente à Câmara Municipal de Palmela para as próximas autárquicas revelou ao nosso jornal que quando a atual direção tomou posse, em maio de 2018, encontrou “mais de 1 milhão de euros de dívidas a terceiros, nomeadamente à Segurança Social (500.000), Empréstimos bancários (450.000), fornecedores e subsídios em atraso aos trabalhadores (2015,2016 e 2017).

A situação mais fácil seria avançar com um processo de Insolvência, mas agarramos, de alma e coração, o desafio de salvar o Centro Social de Palmela para evitar cerca de 70 despedimentos e para continuar um serviço social a muitas dezenas de famílias. Recorrendo a um Fundo de Socorro Social pagámos todos valores em atraso ainda em 2018″, disse.

Dívidas a funcionários são uma realidade

O presidente do CSP confirma dívidas de subsídios a funcionários: “É verdade temos em dívida os subsídios de 2018, 2019 e 2020, que prevemos pagar rapidamente com um segundo Fundo de Socorro Social já solicitado. É difícil imaginar a “ginástica” que tem que se fazer todos os meses para pagar salários, impostos, prestações referentes a dívidas e compromissos do passado, não esquecendo os fornecedores.

E porquê esta ginástica? Porque infelizmente a maioria das mensalidades dos nossos utentes somadas ao valor dos acordos com a Segurança Social não cobrem os custos por criança, daí o continuarmos em déficit”.

Descontentamento com a polivalência

Outra das queixas que o nosso jornal recebeu refere que os funcionários não estão apenas numa área, ou seja, a pessoa das limpezas ajuda na cozinha e nos transportes escolares. A motorista ajuda na limpeza e também na cozinha, e por aí adiante.

Carlos Sousa confirma que “esta é uma realidade no CSP. Mas a polivalência é uma realidade em todas as IPSS deste País. Saliento esta dura realidade: mais de 45% das Organizações Sociais em Portugal estão em situação de pré-falência. Obviamente que não existe a mínima capacidade financeira para termos um quadro de pessoal que evite esta necessidade de polivalência”.

“Não há falta de pessoal”

A denúncia fala também de falta de pessoal, mas Carlos Sousa desmente. “Não há falta de pessoal face ao que está definido nos acordos com a Segurança Social. O problema é que em algumas valências o número de trabalhadores em baixa médica é muito elevado. Dou um exemplo, obviamente não falando em nomes, de uma trabalhadora que somadas todas as suas sucessivas baixas dá quase 3 anos de ausência. O que é fazemos em alguns casos? Solicitamos uma Junta Médica especial”.

Por último, a denúncia alega que os funcionários trazem de casa e dão o que for necessário para que nada falte aos seus utentes. “Mais uma falsidade”, diz Carlos Sousa. “Não falta nada às nossas crianças. Acontece que por vezes alguns educadores se lembram em fazer um bolo com os meninos e lançam o desafio aos colegas para trazerem uns ovos, apenas para dar um exemplo. Quando se diz “para que nada falte aos seus utentes” quem lê é levado a pensar que a cozinha está com falta de produtos para o almoço ou para o lanche. Mais uma vez afirmo. Uma falsidade dita com segunda intenção”.

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