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Carlos Rabaçal admite “erro” e garante que “não vai existir” “Bairro Social” na Quinta da Amizade

Ânimos exaltados marcaram a sessão de esclarecimento entre o vereador Carlos Rabaçal e os moradores.

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O “Auditório do Bocage” encheu-se hoje com mais de 100 moradores e empresários para ouvir o vereador do Departamento de Obras Municipais (DOM), Carlos Rabaçal, e lutar contra a construção de 268 fogos para habitação acessível na zona da Quinta da Amizade.

Os ânimos começaram exaltados com os moradores e empresários indignados com o documento da Câmara Municipal de Setúbal, publicado no dia 21 de Julho, que definia como “denominação da operação” o empreendimento habitacional na Quinta da Amizade A com 67 habitações e outros 201 para alojamentos na Quinta da Amizade B.

A população estava revoltada por “não ter sido informada e auscultada na decisão que previa a construção destas urbanizações numa zona sem infra-estruturas básicas como o acesso a cuidados de saúde primários, à educação, a transportes públicos, a par de outras deficiências como a falta de estacionamento”, afirmou com clamor um morador.

Alguns empresários mostraram-se revoltados por terem “investimentos de 7,2 milhões de euros” e outros similares para a zona, perdendo assim “o seu alto valor imobiliário e desvalorizando-se os imóveis e investimentos”, para a Câmara Municipal de Setúbal “definir um plano em 15 dias sem ouvir a população e de forma arbitrária”, reiterou um investidor.

Uma popular acusou mesmo a Câmara Municipal de Setúbal de querer “segregar pessoas”, naquilo que seria “a promoção da xenofobia” ao “juntar centenas de famílias desfavorecidos numa única zona, sem acesso acesso a condições mínimas de transporte, saúde e educação”, rematou outra moradora.

Carlos Rabaçal começou por apresentar um “plano realizado em 15 dias com o esforço de todos os profissionais da Câmara” e seguiu-se um espaço para auscultar dezenas de depoimentos de moradores indignados com a situação.

O vereador admitiu então no fim da sessão que era necessário “dar a mão à palmatória e que vai reverter a situação” e que tudo não passou de “um erro” e, por isso, a “urbanização não vai acontecer”. Informou então que “vai levar a proposta à próxima sessão de câmara, a 11 de agosto, onde vai reverter a situação”. Garantindo que “dava a sua palavra de honra e que não ia acontecer, não vai avançar”, disse o político categoricamente.

Perante a decisão de Carlos Rabaçal de que tudo não passou de “uma precipitação para atingir um objetivo e que vai ser revertida a situação”, o público reagiu com um aplauso caloroso ao sentir que a “Câmara ouviu os desejos dos cidadãos e fez cumprir a sua vontade”, concluiu um outro morador.


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