Opinião

Câmaras de filmar nas fardas das Forças de Segurança

Uma crónica de Bruno Fialho.

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Inexplicavelmente, na minha opinião, este assunto tornou-se controverso devido às questões relacionadas com a lei da protecção de dados.

Hoje em dia tudo é protecção de dados, de repente tornámo-nos em “mariquinhas” – que hoje em dia passou a ser um daqueles termos proibidos, mas eu recuso-me a alinhar na paranoia dos “mimimis” -, simplesmente porque a União Europeia legislou que a protecção de dados está acima de tudo, excepto da própria vida, até ver, tornando uma necessidade legislativa num ridículo absoluto que ninguém tem conseguido reverter.

Se existiam alguns abusos em relação à protecção de dados individual, quem decide devia ter, em primeiro lugar, tentado proteger as pessoas que se sentiam prejudicadas, em vez de terem optado por condicionar a vida em sociedade, principalmente quando a maioria das pessoas, que agora se dizem ofendidas à mínima coisa, expõe a sua vida privada através das redes sociais.

Mas o que é engraçado, sem ter graça nenhuma, é que os mesmos que se indignam com a colocação de câmaras nas fardas das forças de segurança, são aqueles que exigem um passaporte ou certificado digital para ser criado um “muro de berlim” entre os que estão vacinados e os que não estão.

Para prender criminosos, aqui-d‘el-rei que temos de verificar se as câmaras invadem a privacidade ou se vai contra a lei da protecção de dados, mas para deixar pessoas que não querem ser cobaias de uma vacina que ainda não foi homologada e que apenas serve para uma putativa protecção individual e não global, como todos os cientistas e especialistas já afirmaram, então vamos, como diria Ferro Rodrigues, “cagar” na lei de protecção de dados e obrigar toda gente a mostrar informações médicas pessoais a quem nos atende em estabelecimentos de primeira necessidade, tais como supermercados, ou outros, como restaurantes e bares.

Quem é contra câmaras de filmar nas fardas da Polícia não está a pensar na utilidade que elas vão ter, quer para ser possível apresentar provas de crimes, quer para nos proteger de agentes “mais zelosos” do seu dever.

Quem é contra isso, na maior parte das vezes, apenas quer criar “barulho” para aparecer e ganhar protagonismo, porque os “mimimis” (grupos políticos ou sociais que se auto-intitulam de defensores das minorias, mas na verdade vivem à custa delas) não querem saber de mais ninguém senão deles próprios.

Sou a favor das câmaras de filmar nas fardas da polícia e até nas ruas porque, para mim, o principal é protegermo-nos dos criminosos que cada vez têm mais direitos, porque quando somos vítimas, mais vale não perder tempo com a tentativa de verificarmos se existe justiça em Portugal, pois não existe.

Para quem considera que as câmaras podem condicionar a actividade dos agentes das forças de segurança, esqueçam isso, pois hoje em dia os agentes já estão totalmente condicionados pelo medo de, caso actuem em conformidade e como seria expectável, sejam presos ou tenham de pagar indeminizações a pais que levam os filhos para um assalto e, inadvertidamente, um tiro acaba por matar essa criança.

O problema é que este medo condiciona de tal forma a actuação das forças de segurança que, algumas vezes deixam de fazer o seu papel de agentes e passam a meros espectadores de um crime.

Por último, ao ser possível carregarem câmaras de filmar nas fardas, pode ser que o Governo decida conceder aumentos dignos às forças de segurança, tal como faz à comunicação social a quem paga milhões de euros para defender os seus ministros que cometem actos indignos ou boys que são nomeados para brincar às comemorações do 25 de abril.

Eu não quero ver dinheiro desperdiçado na defesa de um Governo incompetente, de ministros que nunca fizeram nada na vida ou de boys que deviam ter vergonha na cara e demitirem-se quando ofendem jornalistas que não se deixam corromper.

O que eu quero é que os agentes das forças de segurança tenham salários dignos e sejam bem equipados, pois, um país onde um salário inicial para um policial da PSP é de €789,00 e para um guarda da GNR é de €798, não é vergonhoso, é criminoso!

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