Câmara do Barreiro esclarece sobre nitrato de amónio na empresa Alkion Terminal Lisbon

Autarquia do Barreiro esclarece sobre presença de nitrato de amónio na ALKION

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No dia 5 de Agosto, duas explosões no no porto de Beirute, causaram a morte de centenas de pessoas e a destruição da cidade, tendo na sua origem, segundo fontes oficiais, 2.750 toneladas de nitrato de amônio que estavam armazenadas de forma irregular e sem fiscalização há seis anos num armazém.

Na sequência do ocorrido, começaram a surgir algumas informações nas redes sociais, que apontavam para que uma das empresas no Parque Industrial do Barreiro, a ALKION, armazenaria nos seus tanques «milhares de toneladas de amónio, um paiol situado na aproximação à pista 01-19 da Base Aérea de Montijo. Apesar de todos os alertas, o governo insiste no crime em construir um aeroporto na Base Aérea de Montijo.»

Perante este cenário, o Diário do Distrito solicitou informação à Câmara Municipal do Barreiro sobre a situação, respondendo a autarquia que «pediu esclarecimentos à empresa Alkion Terminal Lisbon e foi informada de que a mesma não armazena nitrato de amónio no seu terminal. Por esse motivo, a publicação que tem vindo a ser difundida nas redes sociais não corresponde à verdade».

Ainda segundo o esclarecimento, «o terminal da Alkion é auditado anualmente, ao abrigo da legislação SEVESO, por auditores certificados e autorizados pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que verificam a conformidade da operação em relação a requisitos legislativos e de segurança (ambiente, pessoas e bens).

Ao abrigo da legislação SEVESO, há ainda a obrigatoriedade de notificar a APA sobre todos os produtos armazenados e as suas quantidades.»

Acresce ainda a autarquia barreirense que «em caso de alteração significativa, é obrigatório um processo de licenciamento e autorização da entidade coordenadora (DGEG). A Câmara Municipal do Barreiro tem de ser consultada e detém poder de veto, tal como a Agência Portuguesa do Ambiente.»

O nitrato de amônio é um tipo de sal granulado, sem cheiro e solúvel na água, usado sobretudo como base na criação de fertilizantes para plantações por ser rico em nitrogênio, que pode detonar quando entra em contacto com o calor, sendo que o ponto de ebulição do nitrato ocorre a partir dos 147.° Celsius.

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2 COMENTÁRIOS

  1. A CMB mente descaradamente. Pois na Alkion armazenam-se milhares de toneladas de amoníaco que é processado na NAP – Nitratos de Amónio de Portugal, localizada ao lado da Fisipe, a menos de 300 m do Terminal de Granéis Líquidos concessionado pela APL à ALKION Terminals. O Nitrato de Amónio produzido na NAP é ali armazenado enquanto não é distribuído. E o maior risco surgirá do sobrevoo a curta distancia e altura deste complexo com os aviões em rota de colisão com os milhares de aves com que se cruzará na aproximação ou afastamento da pista 01/19 (N-S), que a própria FAP tinha deixado de usar. Passando a usar a pista 08/26 (E-O) depois de ter sofrido vários acidentes de birdstrike que provocaram mortos e feridos, civis e militares. O País não pode ser governado por IRRESPONSÁVEIS.

  2. Aqui em Portugal so depois da desgraça se age. E mesmo assim não é em todas as situações. Os governantes deste país nao querem soluções a longo prazo. Querem ir comendo ao longo dos anos. E o aeroborto na BA6 será exemplo disso. Os níveis da água sobem em todo o mundo. Os aeroportos de todas as capitais europeias são fora da cidade ou na sua periferia aqui pensa se a curto prazo soluções sem sentido.

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