Setúbal

Câmara de Setúbal diz que Cidade do Conhecimento não será apenas projeto imobiliário

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A Câmara de Setúbal diz que o projeto Cidade do Conhecimento, no Vale da Rosa, nunca será um mero projeto imobiliário, apesar de o financiamento de 800 milhões de euros depender do grupo do empresário indiano Sam Pitroda.

“A componente imobiliária só será viabilizada pelo município depois de concluída a primeira fase do projeto, ou seja, quando já estiverem instalados os polos dinamizadores do desenvolvimento tecnológico e do conhecimento, que estão na génese da transformação que se pretende promover na zona do Vale da Rosa”, disse à agência Lusa Fernando Travassos, consultor de Urbanismo da Câmara de Setúbal.

O projeto da futura Cidade do Conhecimento, que será desenvolvido pelo The Pitroda Group LLC, do empresário indiano Sam Pitroda, pretende atrair investimentos vocacionados para a inovação, o ensino e a investigação, e promover a troca de conhecimento entre diferentes agentes económicos, de forma a constituir um polo de desenvolvimento tecnológico e sustentabilidade.

Prevê-se a edificação de infraestruturas numa área de 180 hectares na zona do Vale da Rosa, próxima de um importante polo industrial e de serviços do concelho, bem como do campus do Instituto Politécnico de Setúbal, com o objetivo de transformar aquele espaço num território qualificado.

Está igualmente prevista a construção de escritórios, área residencial, um hotel, centro de conferências, um hospital, escolas e universidades, zonas comerciais e parques de estacionamento, assim como polos de lazer, arte e cultura, que dão forma ao novo conceito de espaço para viver, para trabalhar e para o lazer.

 A autarquia admite que, neste momento, não tem ainda qualquer garantia de concretização dos investimentos previstos no âmbito do projeto de Sam Pitroda, mas considera que se trata de uma situação normal e que essas garantias financeiras vão surgir naturalmente e no momento oportuno, uma vez que se trata de um projeto para desenvolver de forma faseada.

“Começámos com a elaboração de um plano estratégico, que ficou pronto há um mês e já foi aprovado em reunião de câmara. Esse plano estratégico define as orientações, os `clusters´ de investigação e as grandes áreas de desenvolvimento da cidade, que constituem a primeira fase do projeto Cidade do Conhecimento”, disse Fernando Travassos.

“Segue-se a elaboração de um plano de pormenor, instrumento de gestão do território da Câmara de Setúbal, e o respetivo plano de execução, para garantir que, antes da componente imobiliária do projeto, terão de estar no terreno os referidos `clusters´ de investigação e os polos de desenvolvimento sustentável”, acrescentou.

Segundo Fernando Travassos, estes instrumentos de gestão do território asseguram que a Cidade do Conhecimento nunca poderá ser transformada num simples projeto imobiliário.

“Sem a instalação prévia dos projetos âncora, não será viabilizada uma segunda fase do projeto, ou seja, nunca haverá luz verde à construção da componente imobiliária”, disse.

“Acreditamos que o projeto de Sam Pitroda é vocacionado para a inovação, ensino, investigação e troca de conhecimento entre diferentes agentes económicos, e não para uma perspetiva de negócio imobiliário, que não só não é o objetivo do promotor, como também não seria permitido pela Câmara de Setúbal”, disse o consultor de Urbanismo.

Nas últimas quatro décadas, Sam Pitroda desenvolveu a sua atividade no setor das telecomunicações em três continentes diferentes, tendo trabalhado nos Estados Unidos, Europa e Índia, onde foi consultor do primeiro-ministro Rajiv Ghandi.

Com mais de 75 patentes registadas, o empresário criou e liderou diversas empresas nos Estados Unidos e colaborou com a International Telecom Union (ITU) no desenvolvimento de infraestruturas de telecomunicações em diversos países em vias de desenvolvimento, com o objetivo de reduzir as diferenças tecnológicas a nível global. 

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