Moita

Câmara da Moita desmente situação na vala de Alhos Vedros

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Na reunião camarária na Moita que teve lugar esta quarta-feira à tarde na Biblioteca Municipal e transmitida via canal Youtube da autarquia, o vereador Joaquim Raminhos (BE) levantou o assunto que foi notícia no Correio da Manhã, sobre reclamações de moradores referentes a um «esgoto a céu aberto» na vala real.

Miguel Canudo (CDU) explicou que “a notícia como foi apresentada tem imprecisões, com dados de 2018, que apontavam na altura ter o concelho apenas 86% de cobertura de drenagem de águas residuais, dados totalmente desactualizados em relação à situação actual”.

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Citando dados da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos, de 2019, “estes já apontam para uma ligação a 98% das habitações do concelho, em linha com os melhores resultados da região”.

O vereador lembrou também que “a ligação às habitações é da responsabilidade dos proprietários e é obrigatória a partir do momento em que exista rede de esgotos, cabendo à autarquia a construção dos coletores, mas apesar disso, mesmo quando a ligação à rede ainda não era tão expressiva, sempre foi garantida a recolha domiciliária dos efluentes domésticos e encaminhamento para destino final adequado, em ETAR, pelo que o tratamento das águas residuais no concelho se aproxima dos 100%”.

Miguel Canudo sublinhou ainda que “é exercida fiscalização regular, no sentido de identificar e punir eventuais infratores que promovam despejos ilegais para as valas hidráulicas” e que a entidade gestora multimunicipal “responsável pelo tratamento das águas residuais no concelho da Moita é a SIMARSUL, de capitais exclusivamente públicos e com maioria das Águas de Portugal”.

Relativamente à situação que foi reportada pelo jornal, Miguel Canudo explicou que “foi feita uma verificação no local e não foi detetada nenhuma irregularidade, uma vez que a ter ocorrido alguma descarga, a mesma se trataria de uma qualquer ocorrência pontual de transbordo do coletor, mas, feita uma verificação em toda essa linha, não foi encontrada nenhuma anomalia”.

Reconhecendo que “quem alertou para a situação também contactou as entidades como a GNR, iremos aguardar para obter os resultados das investigações que levarem a cabo.”

Na reunião, entre outros pontos, foi também aprovada a adjudicação da empreitada de conservação e restauro do Palacete dos Condes Sampayo, em Alhos Vedros.

Joaquim Raminhos e Carlos Albino (PS) congratularam-se com o avanço da obra e questionaram se as questões arqueológicas estariam a ser acauteladas, ao que o vice-presidente Daniel Figueiredo respondeu afirmativamente.

“Há já um trabalho realizado com um grupo de arqueologia do qual faz parte António Gonzales, que tem um enorme conhecimento do património. Já muito se falou desta obra e da que está a ser realizada no Largo do Descarregador. Temos a noção de que o local é esplendoroso e todo o espaço é ‘de outro mundo’, e com estas intervenções será muito mais valorizado.”

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