Mobilidade

Cada vez mais acidentes graves com trotinetes

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Entre 2018 e 2019, 257 pessoas tiveram de recorrer às urgências de ortopedia do Hospital de São José, em Lisboa, na sequência de acidentes com trotinetes eléctricas e os médicos acreditam que este ano os valores serão ainda mais elevados.

Os dados fazem parte de um estudo realizado pelos ortopedistas do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, entre Outubro de 2018 e o mesmo mês de 2019, e foram publicados na edição deste mês da Acta Médica Portuguesa e divulgados esta terça-feira pelo jornal Público.

Dos 257 casos registados, 65 apresentavam fracturas, dos quais 35 precisaram de cirurgia. Segundo o estudo, a maior parte das lesões ocorre na zona da cintura e do tornozelo, sendo que esta última zona foi que a que mais precisou de parafusos ou placas para o tratamento.

Em 2018 registaram-se 29 acidentes, com 21 feridos leves. Em 2019, o número total de sinistros subiu para 169, registando-se 119 feridos leves e 3 feridos graves.

Em 2020 existiu uma descida, com 97 acidentes que fizeram 69 feridos leves e dois feridos graves. Em 2021, o número total de acidentes subiu quase 200% (ou seja, praticamente triplicou) com 290 sinistros que resultaram em 245 feridos leves e 7 feridos graves.

O fenómeno das trotinetes não é recente e parece estar a tornar-se numa epidemia, não só em Portugal como no resto do mundo. As questões de segurança são as mais preocupantes e, por exemplo, em Paris, a questão é tão alarmante que as autoridades ponderam banir os veículos da cidade.


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