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Animais mortos em montaria na Torre Bela vendida por associação de caça que manifestou repudio do extermínio

A semana fica marcada com o post que a organização de uma caçada na Herdade Torre Bela, Azambuja, partilhou nas redes sociais a dar conta da morte de mais de 500 veados e javalis e dos vários repúdios realizados por associações e defensores da natureza.

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Foi durante uma montaria realizada no último fim de semana na Herdade da Torre Bela, Azambuja, que matou mais de 500 veados e javalis, que a polémica se instalou com vários comentários de repudio ao que ali se passou. Vários posts foram colocados na rede social Facebook, a dar conta da chacina que ali foi praticada, rapidamente os comentários de desagrado e repudio se propagaram levando a que o ministro do Ambiente e da Energética viesse a público também expressar o seu repudio por aquele ato.

Para além dessas vozes, a voz da Associação Nacional de Proprietários Rurais – Gestão Cinegética e Biodiversidade (ANPC), também se fez ouvir, mas a TSF avança que foi essa mesma associação que terá vendido parte da caça ali abatida.

Foram colocados nos animais abatidos, 270 selos para a posterior venda da caça. Uma investigação que está em curso quer perceber se os restantes animais mortos tiveram ou não a colocação do selo que é obrigatório nestes casos e que não pode ser comprado sem limites.

Tudo indica que, de facto, foram mesmo mortos mais de 500 veados e javalis, mas que só foram encontrados canhotos de 270 selos que estavam na Herdade da Torre Bela, durante a visita de uma equipa do ICNF e da GNR que se deslocou ao local nos últimos dias desta semana.

Os selos são emitidos pelo ICNF e adquiridos em organizações do setor como o caso da ANPC, fazendo a compra dos selos ao ICNF para posterior revenda.

Os selos são assim uma das fontes de receita das várias associações do setor.

A investigação continua no terreno e o Governo já retirou a licença de caça e a do futuro parque fotovoltáico que seria para instalar pela empresa de eletricidade espanhola.

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