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Cabeleireira processa Estado depois de ver figura pública a receber tratamentos: “Que nos tratem a todos por igual”

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Vânia Oliveira, gerente de um cabeleireiro de Braga, processou o Estado Português pela desigualdade nas restrições impostas no confinamento.

O processo em tribunal é um grito de “revolta”, “sem medos, que tinha que fazer alguma coisa”, não por si, mas pelas “trabalhadoras e por todos os que estão fechados e em dificuldades”.

A “revolta” surgiu quando viu uma “figura pública a receber tratamentos de cabeleireiro”, defendendo que deve haver “igualdade”, uma vez que “se não é possível prestar serviços de cabeleireiro, então ninguém os pode prestar”.

A ação já seguiu para o Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga e visa a proteção de direitos, liberdades e garantias.

Vânia Oliveira pede apenas que “haja igualdade, proporcionalidade. Se não é possível prestar serviços de cabeleireiro, então ninguém os pode prestar. Além disso, tem que haver igualdade no tratamento dos vários setores, até porque existem exceções na lei que estão com possibilidade de abertura, são focos grandes de contágio, mas não foram obrigados a encerrar”, explicou ao Notícias ao Minuto.

“Nós queremos discutir o que se passa no país. E isto não é só na nossa área. Podemos ir ao supermercado buscar comida e comprar bebidas, mas no take-away não podemos trazer uma garrafa de água. Se encomendarmos pela Uber, já podemos ter bebida. Isto não me faz sentido”, continua a gerente.

E termina: “A saúde está preocupante. Fechamos? Sim. Mas então que nos tratem a todos por igual e os apoios aconteçam, sem entraves, porque a fome e as dificuldades estão a surgir”.

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