A Federação de Bombeiros do Distrito de Setúbal (FBDS) adiantou que as corporações de bombeiros do distrito aderiram em forte massa à “suspensão do envio de informação operacional ao CDOS de Setúbal”, nunca colocando em causa o pronto socorro às populações.

A FBDS enviou esta segunda-feira um comunicado aos media a informar de que o protesto promovido pela Liga de Bombeiros teve forte adesão nas corporações do distrito de Setúbal: “Porque as suas raízes são as populações e pelo juramento que fazem, jamais o socorro será colocado em causa, pelo que garantimos a todos os cidadãos a continuidade em responder com prontidão a todas as solicitações de socorro”.

Aquela estrutura federativa defende, no entanto, que, “após sucessivos acontecimentos que indignaram os bombeiros portugueses, chegou o momento de tomar posições fortes de luta, para que a tutela perceba que não pode continuar a tratar desta forma os bombeiros que são o maior agente de proteção civil em Portugal”.

A FBDS afirma não querer <<condecorações>> e nem os bombeiros <<andam por dinheiro>>, pois o seu maior reconhecimento é a confiança das populações pelo seu trabalho.

À agência Lusa o CDOS de Setúbal escusou qualquer esclarecimento da adesão ao protesto por parte dos bombeiros do distrito, um protesto que passa por não comunicar as operacionalidades no terreno por parte dos bombeiros, protesto esse que começou desde as 00:00 de domingo.

Eduardo Cabrita, ministro da administração Interna, já criticou a atuação dos bombeiros, acusando as corporações de estarem a cometer um crime e a pôr em causa a segurança das pessoas, críticas que os bombeiros não gostaram e já responderam ao ministro da tutela com o número significativo do protesto.

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