Bloco questiona ministério da Saúde sobre demissão no Centro Hospitalar Barreiro-Montijo

O Bloco Esquerda questionou o ministério da Saúde sobre a demissão do director clínico no Centro Hospitalar Barreiro-Montijo e a falta de condições deste equipamento.

0
128

A Coordenadora Distrital de Setúbal do Bloco de Esquerda enviou às redações um comunicado sobre a questão que o BE colocou ao ministério da Saúde acerca da demissão de um vogal da Administração do Centro Hospitalar Barreiro-Montijo, bem como «os graves problemas de gestão que assolam esta unidade de saúde».

Na nota de imprensa pode ler-se que «face à recente demissão de um dos vogais da administração do CHBM na sequência dos graves problemas que se continuam a verificar nesta unidade, o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda questionou o Ministério da Saúde sobre esta demissão e, que medidas irá tomar perante este e outros graves problemas, que assolam o Centro Hospitalar do Barreiro Montijo.

A unidade do Barreiro continua a funcionar sem diretor clínico e, pela segunda semana consecutiva, ainda não foi produzida uma nomeação da nova administração hospitalar em Concelho de Ministros. Pelas informações conhecidas, toda esta situação de instabilidade decorre do facto do CHBM se encontrar com vários problemas, queixas e processos em investigação.

Um dos problemas que assolam o CHBM é a denuncia feita pelo Sindicato dos Médicos da Zona Sul relativamente ao acesso irregular a dados clínicos de doentes, com a criação de perfis falsos, e que resultou num relatório por parte da CNPD (Comissão Nacional de Proteção de Dados) no qual a administração hospitalar é obrigada a rever todo o procedimento referente aos mecanismos estabelecidos pelo uso partilhado de dados e sistemas de informação do ministério da Saúde, bem como proceder a uma auditoria interna. Ainda nessa deliberação foi aplicada uma multa de 400 mil euros.

Outro dos problemas remete para as obras de remodelação das urgências entre maio e dezembro de 2018, na qual a empresa adjudicada excedeu o orçamento inicial de 600 mil euros para perto de 1 milhão de euros, sendo esta obra coordenada por um técnico não reconhecido pela Ordem dos Engenheiros.

Todas estas situações vieram contribuir para a clivagem já sentida entre clínicos e gestores devido à demissão de um diretor de serviço e a outras ações levadas a cabo pela administração. Tudo isto tem resultado em más classificações do CHBM no benchmarking da ACSS.

Para o Bloco de Esquerda é necessário que se resolvam os problemas existentes de forma a valorizar o Centro Hospitalar Barreiro Montijo e os seus profissionais. O Governo deve por isso proceder à nomeação de uma nova administração e garantir que é restabelecido o devido funcionamento de todas as unidades.

As populações de Barreiro e Montijo não podem ser os prejudicados por má gestão de um bem público que é de todos.»

DEIXE UMA RESPOSTA

Insira o seu comentário
Nome