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Bispo de Setúbal lamentou situação vivida em Moçambique

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O Bispo de Setúbal lamentou este domingo a situação que se vive em Moçambique, e no final da Missa de Páscoa, a que presidiu na igreja paroquial de Nossa Senhora de Fátima, na Torre da Marinha, D. José Ornelas recordou o bispo emérito de Pemba, D. Luiz Fernando Lisboa.

Sobre D. Luiz Lisboa, o Bispo recordou que foi «uma pessoa chave para colocar o problema muito sério no coração da Igreja e no panorama internacional político».

Em declarações à Agência Ecclesia, D. José Ornelas frisou que «a desestabilização em Cabo Delgado, no norte do país, é mais do que uma questão moçambicana, mas é preciso também que o governo moçambicano perceba» e alertou de que o problema não pode resultar num «neocolonialismo, mas também não pode ser um novo lavar de mãos perante os problemas, porque vai chegar a todos».

O bispo de Setúbal acrescentou que a atual situação no norte de Moçambique tem muito de «ingredientes internos bem como uma internacionalidade que a todos diz respeito».

A renúncia quaresmal da Diocese de Setúbal vai este ano apoiar a Diocese de Pemba – e a nível interno, as situações de maior constrangimento provocada pela pandemia da Covid-19.

«Temos situações muito difíceis mas não se pode comparar com um país como Moçambique, com tudo aquilo que temos e mais uma guerra destrutiva, que visa principalmente as populações indefesas, uma coisa ignóbil» referiu o Bispo.

«Essas pessoas também têm de estar no nosso pensamento, senão não construímos um mundo melhor.»

Desde 2017, a província de Cabo Delgado tem sido palco de conflitos armados que provocaram mais de 700 mil deslocados e mais de duas mil mortes e estão na origem de uma crise humana que se está a gravar nas últimas semanas.

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