Bento XVI culpa revolução sexual dos anos 60 pelos abusos sexuais na Igreja

Num documento divulgado hoje, o Papa Bento XVI reflecte sobre o problema dos abusos sexuais na Igreja Católica.

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Bento XVI argumenta que a origem do comportamento imoral do clero é o “colapso” moral da sociedade ocorrido na década de 60.

O texto tem 18 páginas, é intitulado “A Igreja e os abusos sexuais” e será publicado numa revista local da Baviera. Para o Papa Emérito, a pedofilia atingiu “estas proporções” diante da “ausência de Deus”.

Joseph Ratzinger diz ainda que pretende contribuir para este “momento difícil” que atravessa a Igreja Católica e decidiu fazê-lo depois da reunião realizada em fevereiro no Vaticano com os presidentes da Conferências Episcopais de todo o mundo.

O texto está dividido em três partes e Bento XVI começa por analisar o contexto histórico que levou aos abusos, o argumentando que desde os anos 1960, “os padrões vinculados à sexualidade colapsaram completamente” na sociedade.

A revolução de 1968 lutou por “uma total liberdade sexual” sem mais normas e isso está “fortemente relacionado a esse colapso mental”, escreve Bento XVI.

E, ao mesmo tempo, “a teologia moral católica sofreu um colapso que deixou a Igreja indefesa diante dessas mudanças na sociedade”, afirma o Papa que renunciou ao cargo em 2013.

De acordo com Bento XVI, “em vários seminários foram estabelecidos grupos homossexuais que atuavam mais ou menos abertamente, o que mudou significativamente o clima que se vivia” nesses seminários.

Por fim, Bento agradece ao Papa Francisco pelo que tem feito na luta contra os abusos sexuais a crianças na Igreja Católica.

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