BE questiona Governo sobre encerramento Central Termoelétrica de Sines

António Costa informou que vai cessar a produção da Central de Sines e o partido pede respostas aos ministérios do Ambiente, Economia e Trabalho.

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A 26 de outubro, na cerimónia de tomada de posse do XXII Governo, o primeiro-ministro António Costa, informou que o governo se compromete a terminar a produção da Central de Sines, em setembro de 2023, com vista a prosseguir com o objetivo de descarbonização da economia portuguesa.

O Bloco de Esquerda reconhece a importância da descarbonização, desde que em articulação com os vários setores da economia, e em particular com os trabalhadores e poder local.

Para o partido o fecho da Central de Sines, com muitos trabalhadores com vínculo à EDP Produção, mas também às centenas com vínculos precários a empresas subcontratadas, se não for acompanhado de medidas de efetivo enquadramento sócioprofissional, poderá gerar uma situação grave do ponto de vista social para a região, com especial impacto nos concelhos de Sines e  Santiago do Cacém.

Alerta ainda que o Governo ainda não estabeleceu contacto com as entidades envolvidas, conforme alerta o Sindicato das Indústrias, Energia e Águas de Portugal que questiona, exatamente, a falta de diálogo com os trabalhadores sobre este processo. A carência de diálogo estende-se ao poder local, com a Câmara Municipal de Sines a expressar a sua preocupação, pedindo uma reunião de urgência com a Secretária de Estado do Ambiente para esclarecer todo o processo.

Face a este conjunto de preocupações, o Bloco de Esquerda questiona o Governo através dos ministérios do Ambiente, Economia e Trabalho:

1 – Que medidas concretas pretende o governo tomar para articular o processo de encerramento da Central de Sines com a empresa e com as estruturas representativas dos trabalhadores?

2 – Que preparação pretende o governo realizar para responder do ponto de vista social e profissional aos trabalhadores de empresas subcontratadas pela EDP em Sines? Que garantias podem estes trabalhadores ter de que o seu futuro não é o desemprego?

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