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BE e PAN exigem explicações ao Governo sobre morte de animais no Sado

Os grupos parlamentares do PAN e do BE exigiram explicações ao Governo sobre as gaivotas e golfinhos que têm aparecido mortos junto do estuário do Sado.

O Bloco questionou o Governo através do ministro do Ambiente e Ação Climática, com um requerimento sobre arrojamento de cetáceos e aves mortas no Estuário do Sado e zonas contíguas.

«Desde o início das operações de dragagem no estuário do rio Sado, a 13 de dezembro de 2019, foram relatados arrojamentos de cetáceos e avistadas aves mortas ou moribundas em áreas contíguas ao estuário» refere o documento.

O PAN endereçou um Requerimento ao Governo para solicitar os resultados da monitorização a que o processo de dragagens no Sado está obrigado, mas o pedido surge também na sequência de nos últimos dias terem sido denunciados por associações locais diversas mortes de animais no rio Sado e questionou também o Ministro do Ambiente e Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, que tutela a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), sobre as circunstâncias da morte destes animais, os números exatos de animais mortos, quem os recolheu e se estão a ser analisadas as verdadeiras causas destas ocorrências.

«Para além destas situações, o PAN tem sido alertado por diversas associações ambientalistas para a alteração na coloração da água do rio, que poderá ser consequência do aumento de sedimentos em suspensão, os quais poderão afetar grandemente a qualidade da água do rio.

Recorde-se que o rio Sado foi exposto durante décadas a emissões de poluentes provenientes das diversas atividades industriais pesadas localizadas junto ao estuário e da agricultura, os quais podem estar presentes nos sedimentos que até às dragagens se encontravam depositados no fundo do rio e que agora poderão voltar à cadeia alimentar através do consumo pelas espécies marinhas com impactos no ecossistema e na saúde pública» refere o comunicado.

Nos últimos dias têm sido reportados vários cadáveres de gaivotas e cinco cetáceos na zona litoral do distrito de Setúbal, quatro destes na península de Tróia, entre Comporta e Carvalhal, no concelho de Grândola e um quinto cetáceo pelo tripulante de uma embarcação ao largo da desembocadura do estuário do rio Sado, a cerca de 2,5 milhas náuticas da linha de costa.

O Diário do Distrito também questionou o ICFN sobre o assunto, no início de Dezembro de 2019, quando surgiram os primeiros relatos de aves mortas, mas até ao dia de hoje não obteve qualquer resposta.



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