NegóciosPolítica

BE afirma que Governo deve controlar os preços da energia

- publicidade -

A coordenadora do BE, Catarina Martins, defendeu este domingo que o Governo deve controlar os preços da energia para combater a inflação e impedir que os portugueses passem um Inverno “mais gelado”. No encerramento do Fórum Socialismo, em Coimbra, a líder do Bloco de Esquerda considerou que o país continuará a sofrer “um assalto” enquanto os salários não aumentarem e a inflação se mantiver. Também acusou o primeiro-ministro de tomar medidas semelhantes às do presidente francês, o “liberal [Emmanuel] Macron”.

“Se o Governo quer controlar a inflação, tem por onde começar: impor um teto aos custos da energia” que abranja eletricidade, gás e combustíveis, afirmou Catarina Martins. Para a líder bloquista, a forma de trazer mais “segurança e justiça” às famílias portuguesas passa pela descida do IVA da energia, pelo corte das rendas energéticas e pela “fixação administrativa dos preços ao consumo”.

A líder do BE alertou ainda para o facto de que se nada mudar, as dificuldades vai aumentar. “O que vai o Governo fazer quando o preço do gás condenar os portugueses a um inverno mais gelado?”, questionou. “O que tem a dizer a quem já não sabe como encarar os aumentos sucessivos?”.

Catarina Martins considerou que as medidas energéticas têm de ser acompanhadas do reforço dos rendimentos, já que esta é “a única forma de evitar o empobrecimento de largas camadas da população”. Nesse sentido, exigiu a atualização do salário mínimo, dos salários da Função Pública e das prestações sociais.

Ao nível da habitação, a líder do partido de esquerda propôs a imposição de um teto de 1% na atualização das rendas, bem como a proibição da penhora da casa de habitação própria. Na alimentação, defendeu a fixação de preços de referência para os bens essenciais, argumentando que a medida impediria a especulação e iria além das respostas “assistencialistas e temporárias”.

Numa plateia dominada por jovens, Catarina realçou que o direito das novas gerações a um salário digno não passa hoje de uma “miragem”. Uma realidade que considerou estar a ser agravada pela inflação: “Se a conta do supermercado aumenta mais que o salário, estás a ser assaltado”, atirou.

Catarina afirmou que, “estruturalmente, as escolhas do PS em nada se distinguem das do liberal Macron” e criticou a “passividade absoluta” de um Governo “com poder absoluto”.


Sabia que o Diário do Distrito também já está no Telegram? Subscreva o canal.
Já viu os nossos novos vídeos/reportagens em parceria com a CNN no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!
Siga-nos na nossa página no Facebook! Veja os diretos que realizamos no seu distrito
Siga-nos no Feedly, carregue em seguir (follow)

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *