Setúbal

Bastonário dos Médicos considera Hospital de S. Bernardo penalizado na Rede de Referenciação

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O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, considera que «a par dos problemas da falta de pessoal e de espaços físicos adequados, o Hospital São Bernardo também está a ser penalizado pela classificação que lhe está atribuída».

Isto significa que o Hospital São Bernardo recebe compensações financeiras muito inferiores às que são pagas a outras unidades hospitalares pelos mesmos actos médicos.

Miguel Guimarães falava aos jornalistas no final de uma reunião da Ordem dos Médicos com a direcção clínica do Hospital São Bernardo, e referiu que «em Setúbal existe uma quantidade de médicos altamente diferenciados, que fazem serviços que vão muito para além da tipologia do hospital como está classificado na legislação, oferecem cuidados que não têm sido reconhecidos pelo Estado, nomeadamente naquilo que é a valorização dos actos praticados» referiu o bastonário.

«Fazem-se aqui técnicas altamente diferenciadas em várias áreas, que têm uma valorização mais baixa do que as mesmas técnicas em outros hospitais, só porque o hospital tem uma classificação diferente.

E isto é uma coisa que urge corrigir, porque estas pessoas estão aqui a dar o melhor de si, a fazer uma medicina de elevadíssima qualidade e não estão a ter esse reconhecimento, que é importante que aconteça rapidamente.»

Para Miguel Guimarães, “é absolutamente crítico haver uma renovação do hospital”, para promover uma melhoria das estruturas físicas, a nível do serviço de urgência, do laboratório de microbiologia, da medicina física e reabilitação, entre outras, que precisam de uma intervenção urgente.

Miguel Guimarães recorda ainda que a primeira agressão mediática aconteceu neste hospital em Setúbal, e por isso é também «fundamental que o ministério da Saúde olhe para o Hospital de S. Bernardo com outros olhos, que os nossos deputados tenham uma preocupação grande para com as condições de dignidade para o exercício da medicina no Hospital de Setúbal, e que o poder político, de uma forma geral, consiga dar uma resposta para que estes médicos, de hoje para amanhã, não abandonem também o hospital e o hospital tenha de fechar portas a várias níveis».

Em 2016 o Governo avançou com um novo modelo de classificação hospitalar em Redes de Referenciação com a qual os hospitais, centros hospitalares e unidades locais de saúde classificam-se em grupos, de acordo com «as respetivas especialidades desenvolvidas, a população abrangida, a capacidade de formação, a diferenciação dos recursos humanos, o modelo de financiamento, a classificação dos seus serviços de urgência e a complexidade da produção hospitalar».


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