Setúbal

Bastonário da Ordem dos Médicos preocupado com situação ‘de catástrofe’ no Hospital de Setúbal

- publicidade -

O Bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, iniciou hoje um périplo pelos hospitais, com uma visita ao Hospital de S. Bernardo em Setúbal, escolhido porque “tem de ser dado um grito de alerta sobre a pressão que está a ser exercida nos hospitais, e este é um exemplo disso”.

Nas declarações no final aos jornalistas, Miguel Guimarães referiu que “o hospital activou no dia 11 de Janeiro o seu o plano de contingência para o nível máximo, o que equivale a ‘situação de catástrofe’, devido à enorme pressão nos internamentos.

A 28 de Janeiro, o Hospital de S. Bernardo tinha 950 doentes internados em cuidados intensivos.”

Para o Bastonário, a solução passa “pelo reforço das camas, porque as existentes não são suficientes, há doentes nas ADR dos serviços de urgência a aguardar tratamento e camas”, mas também por “trabalhar de forma coordenada e integrada com todos os hospitais do país”.

Miguel Guimarães acusa que “não estamos a funcionar como um país. É preciso criar uma comissão que faça a gestão das camas de cuidados intensivos e dos doentes que estão nas enfermarias, porque nem todos os hospitais do país estão com a mesma pressão.”

Outro aspecto que ressalvou foi “a necessidade de colocar o Hospital de S. Bernardo no topo das prioridades, e aguardar também que chegue aqui a ajuda internacional. Este hospital está a precisar de descompressão, para que os seus profissionais possam apoiar todos os doentes, covid e não covid.

Não podemos deixar que um hospital atinja o limite, quando há ainda capacidade no país  ou na região.” Miguel Guimarães alertou ainda para o facto de “os doentes não covid estarem a ficar para trás” e destacou o “trabalho hercúleo que os médicos têm feito, com poucos meios, e até sofrimento ético em momentos que têm de tomar decisões”.

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo

Permita anúncios

Detetámos que utiliza um bloqueador de anúncios.
Apoie o jornalismo sério e considere desativá-lo para o nosso site.
Saiba como desactivar: carregue aqui