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BARREIRO – Trabalhadores da Washclean passam Consoada na empresa

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Os trabalhadores da lavandaria Washclean vão passar este Natal nas instalações da fábrica, na qual se encontram em vigília desde o dia 6 de Novembro deste ano, para impedirem que possam ser retiradas da empresa as máquinas que podem vir a garantir aos trabalhadores recuperarem parte dos subsídios e ordenados que têm em atraso.

A situação foi confirmada ao Diário do Distrito por Patrícia Gouveia. “A nossa luta mantém-se mesmo nesta altura, o que torna tudo um pouco mais complicado, por causa das nossas famílias, mas não podemos desistir.”

Desde o início de Novembro que os trabalhadores decidiram iniciar esta vigília nas instalações empresa para evitar a retirada do equipamento pela gerência, uma vez que a venda judicial no processo de insolvência pode contribuir para o pagamento dos subsídios e salários em atraso, além das indeminizações a que os trabalhadores têm direito pelos anos de serviço.

Entretanto o Sindicato dos Trabalhadores Têxteis, Lanifícios, Vestuário, Calçado e Curtumes do Sul / CGTP-IN, conseguiu que os 51 funcionários pedissem a suspensão do contrato de trabalho, e os casos estão a ser acompanhados pela Segurança Social de Setúbal.

“No dia 21 de Dezembro tivemos uma reunião com a directora do Instituto de Segurança Social de Setúbal, Dr.ª Natividade Coelho, que nos apresentou a toda a equipa que está a tratar dos nossos casos e a encaminhar os mais complicados. Temos tido muito apoio e também já temos a situação encaminhada no Centro de Emprego.”

O Sindicato, em conjunto com os trabalhadores, avançou com um pedido de insolvência para a empresa, depois dos dois sócios que geriam a Washclean Laundries terem recusado iniciar esse processo, embora não se oponham a este, assim como os credores.

“Mas o pedido foi recusado, porque a juíza acha que os valores em dívida aos trabalhadores não justificam a insolvência, pelo que tivemos o prazo de dez dias para reclamarmos e isso já foi feito com nova documentação”, explica Patrícia Gouveia.

Esta situação tem sido acompanhada por autarcas do Barreiro e da Moita, sindicalistas, elementos de grupos parlamentares e partidos políticos, e ainda com os deputados do PCP e do BE a questionarem o Governo sobre o conhecimento desta situação, e «que medidas podem ser tomadas através dos ministérios do Trabalho e das Finanças para uma resposta social urgente».

A solidariedade também tem acompanhado estes trabalhadores com várias empresas e particulares a confecionarem comida e a entregarem dádivas. “E este sábado foi organizado um lanche e a entrega de prendas aos nossos filhos, com um Pai Natal, tudo através do PCP do Barreiro, da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira, e com presentes oferecidos pelos Serviços Sociais das Autarquias do Concelho do Seixal, o que nos deixou muito felizes e a quem agradecemos.”

DR – União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira

 

 


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3 Comentários

  1. Assim vêem-se livres dos pagamentos a trabalhadores, e a fornecedores… a roupa têm outras lavandarias onde a lavar sem necessidade de novos investimentos.

  2. Assim vêm-se livres dos pagamentos aos trabalhadores e aos fornecedores etc. A roupa têm outras lavandarias onde a lavar sem ter que fazer investimentos…

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