Barreiro e Seixal receberam terras contaminadas da construção do futuro centro de investigação Champalimaud

Concelhos receberam terras contaminadas das obras do futuro centro de investigação do cancro do pâncreas, da Fundação Champalimaud, em Lisboa, desconhecendo essa deposição e das terras estarem contaminadas. A CCDR avaliou o caso depois mas continuou sem analisar os factos.

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Uma investigação da revista Sábado dá conta de que terras que foram retiradas para a construção do futuro centro de investigação do cancro do pâncreas, da Fundação Champalimaud, foram depositadas em quatro concelhos da Área Metropolitana de Lisboa (AML), sendo que dois desses concelhos se situam na Margem Sul do Tejo, Barreiro e Seixal.

A construção do centro que se localiza junto às margens do rio Tejo, Lisboa, obrigou a que os construtores retirassem para mais de 25.700 metros cúbicos de terras que estão contaminadas e que foram depositadas no Barreiro, Seixal, Oeiras e Cascais. Na Margem Sul o depósito foi efetuado em areeiros do Seixal e em Coina (Barreiro), terras essas que contém metais pesados devido à existência em tempos de fábricas que laboravam nas margens do Tejo e que depositavam toda a sua poluição naquelas margens.

Segundo a Sábado o vereador com a pasta ambiental da Câmara Municipal do Barreiro, Bruno Vitorino, disse desconhecer a colocação dessas terras vindas da obra da Champalimaud, remetendo o assunto para a vereação com o pelouro da fiscalização que encaminhou o assunto para o departamento de comunicação.

Da parte do Seixal, o presidente, Joaquim Santos adiantou <<algumas das principais questões ambientais do município se prendem exatamente com a deposição ilícita de solos contaminados com origem em obras em Lisboa>>. A CCDR (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional) de Lisboa e Vale do Tejo, desconhece as análises às terras, pediu a suspensão da remoção das terras a 20 de dezembro do ano passado, mas já teriam sido retiradas semanas antes do pedido da suspensão.

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