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Balanço da AGIF aponta para redução de incêndios e área ardida em três anos

Balanço da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais

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A Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais apresentou um balanço sobre os incêndios desde 2018, durante os quais se verificou uma redução para mais de metade do número de incêndios e de área ardida.

Em 2020 registaram-se 9.690 incêndios rurais, dos quais resultaram 67 mil hectares de área ardida.

Quando comparado com os 10 anos anteriores (2008-2017) à implementação das alterações estruturais na prevenção e combate a incêndios florestais, o número de ocorrências foi reduzido em 56% e a área ardida diminuiu em 64%.

Após 2017, registou-se uma tendência significativa de diminuição da perda de vidas relacionada com os incêndios rurais, sendo que em 2018, 2019 e 2020, não houve vítimas civis a lamentar decorrentes de fogos rurais.

Desde a entrada em vigor das referidas alterações estruturais (em 2018), foram implementadas 89% das medidas identificadas e os restantes em curso ou a executar no programa de ação 20-30.

Nos últimos três anos, as ações prioritárias foram: Proteção das populações; Redução de ignições; Gestão de combustível em áreas de risco; Reforço e pré-posicionamento de meios e Qualificação da decisão.

Relativamente à proteção das populações, foram aprovados mais de 90% dos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI) e desde 2018, o Programa “Aldeia Segura/Pessoas Seguras” chegou a 1.988 povoações, tendo sido realizados 242 simulacros, que contaram com a participação de 8.900 participantes.

A GNR realizou um reforço da fiscalização e em 2020, apesar da pandemia, fiscalizou 20.767 situações, regularizando metade das mesmas.

Em dias críticos foram emitidos, em 2020, alertas e avisos SMS (14,7 Milhões de SMS enviados) e promovidas iniciativas com o Turismo de Portugal para capacitar o setor do turismo para situações de risco de incêndio (folhetos, vídeos sobre férias em segurança, rotas e trilhos).

Para reduzir as ignições, foram criados mecanismos de apoio a queimas e queimadas, nomeadamente através do apoio aos pastores (43 Pastores aderentes).

Foi também criada uma linha telefónica (808 200 520), que registou um total de 168.000 chamadas (+ 140% em relação a 2019), e uma plataforma digital, que recebeu 817.000 pedidos de autorização (+50% do que em 2019).

O patrulhamento realizado por militares na vigilância das florestas e a sensibilização da população (3.052 patrulhas em 2020) resultou, no último ano, em 6.257 autos, 4.892 crimes e 51 detidos por crime de incêndio florestal.

Foram ainda realizadas 4.172 ações de sensibilização de proximidade pela GNR, com impacto em 60.622 pessoas, e lançada a Campanha Nacional PORTUGAL CHAMA (Spots TV/radio/imprensa/outdoors/folhetos sobre limpeza de vegetação, aldeia segura e comportamentos de risco).

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Para implementar uma gestão de combustível em locais de risco, procedeu-se à identificação das freguesias prioritárias e com probabilidade de incêndios em áreas superiores a 250ha.

De 2018 a 2020 foram tratados 168.662ha e, em 2020, foram executados 73.833 ha de gestão de combustível (+14% que em 2019).

Registou-se a recuperação de 31.200 ha de áreas ardidas em mata nacionais e em áreas em cogestão, encontrando-se neste momento executados 18.700 ha (60%).

Quanto ao pré-posicionamento dos meios, reforçou-se a rede SIRESP, nomeadamente o seu sistema de redundância e enterramento de canais subterrâneos.

A gestão dos meios aéreos foi assegurada pela Força Aérea e aumentada em 27% (+10 meios aéreos de combate e +2 de coordenação).

Reforçaram-se igualmente os meios terrestres em 630 (+29%), incluindo a aquisição de 36 máquinas pelo ICNF, e o aumento dos recursos humanos em 2.245 (+22%), sendo que 75% deste reforço ocorreu na GNR e no ICNF.

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