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Avaliação do ar em Lisboa e Vale do Tejo não registou incumprimentos

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A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR LVT) apresentou o novo relatório «Avaliação da qualidade do ar na região de Lisboa e Vale do Tejo (RLVT) em 2019» com os dados recolhidos pelo conjunto  de  estações  de monitorização.

Estas estações estão distribuídas  por  quatro  zonas  de  avaliação  e  gestão  da  qualidade  do  ar, delimitadas no território da RLVT: as aglomerações da “Área Metropolitana de Lisboa Norte” (AML Norte), “Área Metropolitana de Lisboa Sul” (AML Sul) e “Setúbal” e a zona do “Oeste, Vale do Tejo e Península de Setúbal”.

Segundo a avaliação efetuada com base nos resultados dos poluentes medidos nas estações da rede de monitorização da qualidade do ar da CCDR LVT no ano de 2019, registou-se  uma  única  situação  de  incumprimento  dos  objetivos  de  qualidade  do  ar, relativamente ao valor limite anual (VLA) para proteção da saúde humana de NO2, na estação urbana de tráfego da Avenida da Liberdade, localizada na aglomeração da Área Metropolitana de Lisboa Norte (AML Norte). 

No estudo é referido que esta situação foi resultante do  elevado  volume  de  tráfego  rodoviário  em circulação na  zona  central da cidade de Lisboa, é recorrente desde 2001, ano em que se iniciou a aplicação do quadro regulamentar atual.

Frisa no entanto que em 2019 ocorreu uma redução significativa das concentrações  médias anuais registadas e da área em ultrapassagem, comparativamente com o ano de 2018

O estudo realça ainda que 2019 foi  o  primeiro  ano  em  que  não  se verificou a  ultrapassagem  do  valor  alvo  para proteção da saúde humanado O3, em nenhuma estação da RMQA LVT, apesar de todas as estações de  fundo  da  RLVT  apresentaram  concentrações  próximas  do valor  alvo  e  acima  do  objetivo  de  longo prazo  para  proteção  da  saúde  humana.

A estação  da  Chamusca, tal como em anos anteriores, ultrapassou  sistematicamente  o  valor  alvo,  foi  o  local  onde  se  registou  o  valor  mais  elevado  para  este indicador.

Verificou-se ainda a ultrapassagem do limiar de informação definido para o ozono num número reduzido de horas, em algumas estações de fundo localizadas em áreas urbanas e rurais.

Em2019 verificou-se uma redução generalizada das concentrações de partículas PM10que, neste ano, tal como em 2018, não registaram incumprimentos aos valores limite em nenhuma das estações, embora em alguns dias se tenham verificado ventos naturais de transporte de partículas  do  Norte  de  África  e  condições  de  dispersão  muito  desfavoráveis  à  dispersão  de  poluentes, pelo que ocorreram ultrapassagens ao valor limite diário (VLD) de PM10, sem que tenham sido ultrapassados os 35 dias de excedência permitidos na legislação, que ocorreram durante a primeira quinzena de janeiro e também durante alguns dias do mês de fevereiro.

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