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Autárquicas | PAN na defesa animal e luta contra a ‘bestialidade da tauromaquia’ no distrito de Setúbal

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O Parque da Paz, em Almada, recebeu esta manhã a apresentação dos candidatos às autárquicas do PAN – Pessoas, Animais, Natureza, dos concelhos de Almada, Barreiro, Moita, Montijo e Seixal, e com a presença da porta-voz do Partido no Parlamento, Inês de Sousa Real.

O momento contou com curtas intervenções dos cabeças-de-lista às Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, em algumas com o balanço do mandato realizado, noutras com as propostas do programa para os próximos quatro anos, com especial incidência na defesa da sustentabilidade ambiental, a defesa de mais programas de apoio  aos animais abandonados, acorrentados e também na luta contra os apoios públicos ‘à barbárie’ das touradas e da actividade tauromáquica, além do foco na necessidade de transparência da aplicação dos dinheiros públicos.

Uma das apostas neste mandato para o PAN, é a criação de uma Assembleia de Cidadãos que promova o acompanhamento e escrutínio das decisões autárquicas.

Os candidatos para o próximo mandato deixaram também agradecimentos aos actuais deputados municipais do PAN, “pela sua luta nas Assembleias Municipais, muitas vezes enfrentando várias dificuldades e a falta de empatia dos restantes eleitos”.

Mariana Crespo, candidata à Assembleia Municipal de Setúbal e Assembleia de Freguesia de Azeitão, chamou a atenção para “a riqueza da biodiversidade da Serra da Arrábida que é preciso preservar, e a luta contra as desigualdades sociais e económicas que falta no concelho”, e Paula Esteves Costa candidata à Câmara Municipal de Setúbal frisou a necessidade de “cuidar de um bem como é o Sado e a Arrábida”, e criticou a “dispersão dos dinheiros públicos em emblezamentos, quando não temos um Centro de Recolha de Animais com condições, nem uma campanha de CED de gatos errantes ou abrigos oficiais com apoio aos cuidadores.”

Candidatos ao concelho do Seixal, Ivo Gomes encabeça a lista à Assembleia Municipal, frisou que “o PAN surgiu e obteve bons resultados há quatro anos porque os representantes eleitos deixaram de prestar a devida atenção aos seus eleitores”, e frisou que “o concelho do Seixal é dos que apresenta das populações mais envelhecidas do país, pelo que  é necessário criar equipas multidisciplinares de acompanhamento domiciliário ao idoso e promover os hábitos de vida saudável”.

António Sota Martins, candidato à Câmara Municipal demonstrou o desejo de “eleger mais deputados municipais e quem sabe mais um vereador”, e frisou a necessidade de “melhoria da mobilidade urbana, aposta nas indústrias não poluentes, maior aposta nas actividades desportivas e na saúde preventiva, e na erradicação do concelho dos tristes espectáculos tauromáquicos.”

Ao concelho do Montijo concorrem este ano Mariana Jesus, à Assembleia Municipal, que apontou alguns aspectos como “a falta de resposta ao nível dos transportes públicos no concelho, a falta de iluminação nas ciclovias que afastam muitos utilizadores, acabar com os desperdícios de água, e promoção da cultura e artistas locais. Temos uma economia baseada na cultura da flor, mas sem respeito pela mão de obra de emigrantes, bem como um canil sem condições, e a inexistência de um parque canino e de um programa de CED, num concelho que opta por promover a barbárie animal.”

Miguel Dias, candidato independente apoiado pelo PAN à Câmara Municipal, destacou a criação “de uma agenda intercultural, com enfase na sustentabilidade, mobilidade, educação e desporto escolar, num programa que será construído a muitas mãos, com as forças vivas do concelho, com urbanidade e elevação.

‘Queremos dar voz aos animais e aos seus protectores’

Para a Moita, candidatam-se Isabel Ferreira à Assembleia Municipal, que frisou a necessidade de uma maior atenção “ao direito à habitação condigna mas também a urgência de acabar com práticas de crueldade para com os animais, quer seja por os manter acorrentados, quer pelas actividades de tauromaquia, bem como a necessidade da construção de um CROAC”.

Para Hélder Silva, candidato à Câmara Municipal da Moita, “o enfoque tem de ser feito na criação de vias de mobilidade sustentável, e num regulamento que acautele a recolha de equídeos vítimas de maus-tratos, e também acabar com o financiamento da tauromaquia.”

À Assembleia Municipal do Barreiro recandidata-se Durval Salema, que na sua intervenção referiu ser “candidato com o sentido do dever cumprido” e referiu os vários projectos apresentados pelo PAN, “uns aprovados e outros reprovados pelos partidos na ânsia de chumbarem tudo o que são propostas do PAN, como foi o caso do cheque-veterinário para famílias com dificuldades económicas.”.

Já Maria de Lurdes Santos, candidata à Câmara Municipal do Barreiro, apresentou outros aspectos pelos quais o PAN irá “lutar, como a lua contra a poluição, a promoção da actividade física, o apoio aos produtores locais, a opção vegetariana em todas as instituições públicas, a eliminação de barreiras arquitectónicas, e a prioridade de um Centro de Atendimento Permanente no CROAC.

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Por fim, os candidatos no concelho de Almada, Margarida Paulos, candidata à Assembleia Municipal, destacou também o que o PAN alcançou no mandato que agora termina, com enfoque “para a criação do Provedor do Animal do Município, de um regulamento municipal do Arvoredo e de fogos de artificio silenciosos, mas continuamos a ter um CROAC que não aceita voluntários e sem um Centro de Atendimento para urgências, a falta de apoio a associações locais de apoio a animais abandonados nem abrigos que promovam a sua proteção. Queremos dar voz aos animais e aos seus protectores.”

Candidato à Câmara Municipal, Vítor Pinto recordou “o passado ligado à inovação e revolução do concelho”, mas também a necessidade uma “maior aposta na sustentabilidade ambiental de forma a voltar a tornar Almada como um concelho-modelo, com o impulsionar de uma forma de vida mais saudável e com uma aposta na política de defesa animal” e recordou ainda que “iremos apresentar a proposta à Unesco para classificação Rio Tejo como Património da Humanidade”.  

‘Lutar contra a bestialidade da tauromaquia’

A terminar a sessão, Inês de Sousa Real agradeceu “a todos os que têm trabalhado nas autarquias, e saúdo as conquistas alcançadas, porque sem o PAN não teríamos alcançado o que temos hoje”, e destacou o décimo aniversário do PAN, “partido formado por pessoas que acreditam no essencial do programa e que estão ao dispor do bem comum e das causas, para levar mais longe as nossas preocupações ambientais e municipais”.

Frisando as questões do distrito de Setúbal, a porta-voz do PAN referiu “a preocupação que se impõe com a construção do aeroporto no Montijo, ao qual dizemos não, porque este está em contraciclo contra todos os princípios do Séc. XXI, por causar mais ruido, mais poluição e a destruição da fauna e flora irrecuperáveis.

Mas também a luta contra a bestialidade da tauromaquia em concelhos como a Moita e o Montijo, ou o abate excessivo de árvores, a proteção animal, de forma intransigente, e sem temer quebrar correntes”, assim como a necessidade de “reforçar a necessidade de redução do consumo de carne e do transporte de animais vivos para países terceiros, como ocorre no Porto de Setúbal, preocupações que mais nenhuma força política tem defendido.”

Relativamente às eleições autárquicas, destacou “o posicionamento do PAN, com uma aproximação aos eleitores” e a exigência “de uma maior transparência nas Assembleias Municipais, com a respectiva gravação e maior participação da população.”

Também o problema da mobilidade “na margem sul, que leva a que milhares de pessoas gastem horas em transportes ou no caminho de e para o trabalho, tem de ser resolvido, porque o projecto ‘cidades de 15 minutos’ não pode continuar a ser apenas propaganda.”


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