AlmadaReportagem

Autarcas preocupados com situação do Hospital Garcia de Orta

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A primeira reunião camarária de Almada em 2021 teve lugar esta segunda-feira, e o executivo reuniu-se virtualmente, com disponibilização online para quem quis assistir através do canal de youtube da autarquia.

Um dos assuntos da tarde foi levantado pela vereadora Joana Mortágua (BE) que questionou a presidente acerca do acompanhamento da autarquia dos problemas sentidos pelo Hospital Garcia de Orta relativamente aos doentes covid19.

Em resposta, Inês de Medeiros explicou que “estive ontem mesmo (domingo) ao telefone com o presidente do Conselho de Administração do HGO, em que este me referiu que vai ser criada uma unidade exterior em estrutura modelar, que vai permitir cerca de mais 32 camas”.

A autarca frisou ainda que “na primeira vaga de covid19, o serviço de Proteção Civil de Almada, com a Câmara Municipal, tinha fornecido uma tenda para servir como sala de espera, e a Câmara Municipal do Seixal forneceu uma tenda para hospital de campanha mas que se veio a verificar, como em muitos casos, que aquelas tendas não tinham condições para receber os doentes e acabou de não ser dado qualquer uso a essa tenda.

Agora, com bom senso, o HGO iniciou a colocação de uma estrutura que vai permitir a implementação de uma enfermaria.”

Apesar do alargamento do número de camas, Inês de Medeiros frisou que “o presidente do CA do Hospital também deixou claro que há outro problema muito concreto, que é a exaustão em que os profissionais de saúde se encontram e até a condição de saúde das equipas.

E por mais espaços que se arranjem e por mais colaboração que exista, ninguém vai conseguir aplanar esta curva e criar algum alívio, sem uma grande consciencialização de todos.

Como vereadores e autarcas também temos a responsabilidade de fazer com que as pessoas cumpram o confinamento. A preocupação é grande, e as imagens de descontração não têm nada a ver com as de Março passado, quando o receio foi muito maior e as pessoas cumpriram.”

A edil agradeceu também à Base Naval no Alfeite, “que tem permitido uma resposta social a nível do distrito e não só, e para onde foi possível libertar camas no Hospital Garcia de Orta, com pessoas que tinham tido alta médica, mas não tinham para onde ir. Também estão ali a ser criados espaços de isolamento para tentar criar respostas alternativas.”

A Câmara Municipal voltou também a disponibilizar o Caparica Sun Center “para os profissionais que não possam regressar a casa para descansarem ou para isolamento”.

No entanto a autarca destacou que “não nos podemos iludir, em Março disponibilizámos todas estas estruturas, mas tínhamos 3.000 casos diários, agora temos 10.00 casos diários. Estamos todos empenhados, mas a prioridade absoluta é fazer diminuir os contágios.”

Relativamente aos serviços municipais, o vereador Miguel Salvado (PSD) admitiu que “no SMAS de Almada temos tido alguns casos positivos de covid19, e curiosamente, a maior parte deles, senão a esmagadora maioria, a propagação foi em contexto familiar ou social.

Na última semana tivemos três situações, e todas as instalações foram desinfectadas, e as pessoas estão em confinamento.”

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Embora admitindo casos ocorridos na Câmara Municipal, Inês de Medeiros garantiu que “tem sido possível até agora não deixar instalar-se nenhum surto significativo em qualquer serviço, mas como em todo o lado têm surgido casos positivos”, e deixou uma palavra “à nossa equipa de Plano de Contingência, que tem sido incansável e com uma excelente articulação com as autoridades de saúde, que tem permitido a identificação epidemiológica”.

Entre outros assuntos e propostas a votação, a reunião teve um momento de algum embaraço mas também de humor, quando os vereadores pretendiam votar três propostas em votação secreta, mas o sistema electrónico não colaborou e levou mesmo o vereador Joaquim Judas (CDU) a comentar em jeito de brincadeira ter ido “ter a um sítio onde estão os votos de cada um de vós e fiquei a saber onde votaram. Posso agora passar essa informação à comunicação social.”

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