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‘Associação Barreiro’ contra venda da Quinta do Braamcamp

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Em comunicado, a Associação Barreiro – Património, Memória e Futuro, que tem como objectivo a preservação da memória histórica do concelho, afirma estar contra a venda da Quinta do Braamcamp, situada na zona ribeirinha do concelho.

A venda foi anunciada pelo actual executivo da Câmara Municipal do Barreiro (PS), numa sessão pública, depois deste mesmo espaço com cerca de vinte hectares ter sido adquirido durante a gestão da CDU por 2,9 milhões de euros.

No comunicado pode ler-se que «defendemos que não se pode colocar em perigo o espaço que ambientalmente já corre sérios riscos em consequência do aquecimento global, necessitando, assim, de um estudo de impacto ambiental relativamente a todo e qualquer projeto que venha a ser estruturado para o local».

Segundo a associação, a realização de um estudo é imperativo porque o Plano Diretor Municipal (PDM) existente foi realizado em 1994 e «está desatualizado sobretudo em todas as questões que interferem com o ambiente, como as alterações climáticas, que só passaram a ser uma preocupação pública na viragem do século».

No documento, a Associação considera também «estranho» que o actual executivo da autarquia não tenha já promovido o referido estudo «e tenha afirmado no dia da sessão pública, que não era necessária a sua realização, dado que tudo estava previsto e estudado no PDM de 1994, perfeitamente desatualizado! Qual a razão desta recusa? Terá medo que, dados os atuais problemas ambientais, tal estudo negue a possibilidade de venda para construção de habitação no espaço de Quinta?»

A Associação Barreiro criticou também que a venda tenha sido apresentada pelo município com base «nos valores em euros» que poderá ganhar, não mostrando «preocupação ambiental, paisagística ou patrimonial».

A nota questiona também se «é possível a venda de um espaço integrado em zona classificada, e que recebeu fundos comunitários para a recuperação do moinho de maré existente e da sua caldeira. A legislação em vigor impõe que deva ser tratada como bem cultural e não como um imóvel que se coloca à venda no mercado com o único objetivo de obter o máximo lucro.»


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