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Nacional

Assistentes operacionais das escolas estão exaustos, alerta o Sindicato

O Sindicato de Todos os Professores (S.TO.P) alertou hoje que os assistentes operacionais estão exaustos devido à pandemia.

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O Sindicato de Todos os Professores (S.TO.P), que convocou uma greve para esta semana, alertou hoje que os assistentes operacionais estão exaustos devido à pandemia, sendo “utópico” garantir todas as medidas de higienização nas escolas.

“Uma das queixas que ouvimos é a exaustão. Com a pandemia, há uma intensidade maior de higienização por parte dos assistentes operacionais, mas também ao nível da regularidade [com que essa higienização é feita]”, afirmou o coordenador nacional do S.TO.P.

André Pestana falava à agência Lusa à margem de uma concentração junto à Escola Básica de São Martinho do Bispo, em Coimbra, que estava hoje encerrada devido à greve convocada pelo sindicato.

O S.TO.P convocou uma greve de pessoal docente e não docente para esta semana, que termina hoje.

Segundo André Pestana, a falta de assistentes operacionais é “crónica” e sentida “há vários anos” e a pandemia apenas “agudizou isso”, salientando que “é utópico querer que limpem as salas como têm que fazer”.

“Em muitas escolas, apesar do esforço que é de valorizar destes grandes profissionais que têm dado um exemplo de profissionalismo, a questão é que quando um assistente operacional está a fazer o trabalho de dois ou três [..] as coisas começam a falhar. Não por responsabilidade dos trabalhadores, mas por responsabilidade da tutela”, vincou André Pestana.

O sindicalista salientou que face à falta de profissionais nem todas as medidas previstas de higienização face à pandemia podem ser cumpridas nas escolas.

Segundo o dirigente sindical, para além da falta de profissionais é também necessário “valorizá-los”, notando que há trabalhadores com 25 ou 30 anos de carreira que “recebem o mesmo salário de miséria que o assistente operacional que entrou na semana passada”.

Já em relação aos professores, para além da falta de docentes, André Pestana considerou que é necessário valorizar a profissão, com melhores rendimentos e subsídios, por forma a colmatar a falta de professores em zonas onde a qualidade de vida é mais cara.

“Para uma pessoa do Norte, não compensa financeiramente ir dar aulas para Lisboa”, notou.

André Pestana salientou que a greve tem corrido bem, apesar de não saber precisar quantos estabelecimentos encerraram na quarta e na quinta-feira.

O dirigente espera que hoje seja o dia em que se registe uma maior adesão e mais escolas encerradas.

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