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Assistência e urgência pediátrica ’em risco’ nos concelhos de Almada e Seixal

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As crianças que a partir de 8 de Abril derem entrada nas urgências de pediatria do Hospital Garcia de Orta, e que sejam triadas com pulseiras verde ou azul, serão reencaminhadas para os Centros de Saúde, segundo uma directiva do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) de Almada e Seixal.

A denúncia partiu do Sindicato dos Médicos da Zona Sul, que em comunicado alerta que os centros de Saúde de Almada e Seixal «estão a pôr em causa a qualidade de assistência pediátrica», ao atenderem crianças reencaminhadas do Hospital Garcia de Orta devido à «incapacidade do Hospital Garcia de Orta em assegurar as escalas de serviço da urgência pediátrica».

Para o Sindicato dos Médicos da Zona Sul, não é aceitável que sejam os enfermeiros das unidades de saúde a «avaliar e orientar grande parte das situações de doença aguda, e tal trata-se de um intolerável ataque à qualidade dos cuidados prestados às crianças e jovens, privando-os da devida observação pelos médicos, que são os profissionais que detêm as competências técnico-científicas necessárias à avaliação e orientação clínica».

Por este motivo, o sindicato lamentou a decisão deste ACES e criticou a administração do Hospital Garcia de Orta, por não estar a ser capaz de «impedir a sangria de médicos pediatras», que se fica a dever ao «não cumprimento com os pagamentos aos médicos de medicina geral e familiar da escala do serviço de urgência, confirmando-se uma total falta de respeito pelos profissionais e pelos utentes por parte da administração».

O mesmo alerta foi dado pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, que aponta ainda que «se desconhece que haja um plano de encaminhamento alternativo das cerca de 130 crianças que recorrem diariamente a estes serviços» e avisa que a partir de 13 de Abril, as crianças dos concelhos de Almada e do Seixal estão em risco de ficar sem recurso à urgência pediátrica deste hospital.

Segundo a nota enviada, os enfermeiros do Garcia de Orta «têm manifestado preocupação”» não só na qualidade de profissionais, mas também como utentes, uma vez que grande parte «reside nos concelhos abrangidos» e consideram que «é inadmissível que o conselho de Administração e a tutela não encontrem uma solução definitiva para este problema, que consubstancia um desinvestimento numa instituição de referência na margem sul do Tejo, com prejuízos elevados para as populações/utentes abrangidas».

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