Assalto em Pinhal Novo fatal para militar de 27 anos – Recordação

Seis anos passados e recordações ficaram de militares exemplares da GNR.

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Foi a 24 de novembro de 2013 que a pacata vila de Pinhal Novo viria a ser palco da abertura de telejornais e manchete de primeira página dos jornais regionais, locais e nacional. A noite parecia ser uma vez mais calma para os militares do Posto Territorial de Pinhal Novo, sob o comando do primeiro sargento Claudio Almeida, mas o alarme soou perto das 22h00 desse dia, dando conta de um homem que estava barricado no restaurante “O Refúgio” e que ameaçava as pessoas que estavam na altura dentro do estabelecimento.

Bruno Chainho com 27 anos tinha um sonho que concretizou, entrar para a Guarda Nacional República (GNR) onde tinha feito o curso de admissão e estava há pouco tempo no posto de Pinhal Novo, ele e um camarada foram destacados para a ocorrência. Bruno Chainho, natural de Santiago do Cacém, não sabia ao que ia, e numa primeira intervenção, o militar foi baleado pelo homem que estava barricado.

Os camaradas não sabiam como estava, e uma hora mais tarde entrou em ação a força especial da GNR, onde foram colocados dois K-9 em ação para demover o homem de nacionalidade moldava, o que acabou por matar um dos cães da GNR e ferir outro. Bruno Chainho, atingido com um tiro certeiro na cabeça, o corpo do militar de Santiago do Cacém esteve sete horas dentro do estabelecimento até a força especial entrar.

Passadas sete horas e sob ordens superiores de Lisboa vinha a ordem para intervir e caso necessário abater o agressor, foi o que aconteceu, a força especial da GNR acabaria por abater o barricado que para além de matar Bruno Chainho e um K9, também fez vários estragos com o rebentamento de granadas que possuía da guerra do Afeganistão onde tinha estado ao serviço das forças armadas moldavas.

Passaram 6 anos e a vida no Posto Territorial de Pinhal Novo foi mudando e o restaurante, esse, acabou por fechar portas com uma história triste e comovente para todos os camaradas de armas do jovem militar que foi a enterrar na sua terra natal sob o olhar do ministro do MAI na altura, Miguel Macedo.

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