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ASAE instaura 4 processos-crime e 74 contraordenações em fiscalização a 265 operadores

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A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) instaurou 4  processos-crime e 74 contraordenações nas primeiras duas semanas de julho na sequência de uma operação de fiscalização a cerca de 265 operadores económicos, foi hoje divulgado pela Lusa.

Em comunicado, a ASAE explicou que instaurou quatro processos-crime «destacando-se como principais infrações a fraude sobre mercadoria, a desobediência e exploração de jogos de fortuna».

Foram ainda instaurados 74 processos por contraordenação, cujas principais infrações foram o incumprimento de requisitos de higiene, inconformidades relativas aos processos baseados nos princípios de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (HACCP), a falta de requisitos em géneros alimentícios ou a falta de comunicação prévia, destaca ainda a nota.

A ASAE determinou ainda «a suspensão provisória da atividade de três estabelecimentos de restauração e bebidas, por incumprimento dos requisitos gerais e específicos de higiene e inobservância dos requisitos das cozinhas, copas e zonas de fabrico dos estabelecimentos de restauração e bebidas».

E apreendeu também diversos géneros alimentícios, como pescado, produtos cárneos ou vinhos, num valor de cerca de 6.500 euros.

A operação, que decorreu nas primeiras duas semanas de julho, realizou-se de norte a sul do país e resultou na fiscalização a cerca de 265 operadores económicos.

O objetivo da fiscalização foi garantir «a segurança dos consumidores e a realização de práticas comerciais leais e legais, no período tradicional de férias de Verão».

A ASAE, enquanto órgão de polícia criminal e autoridade de fiscalização de mercado, executa, diariamente, operações para verificação do cumprimento da regulamentação destinada a garantir a segurança alimentar dos géneros alimentícios, realça o comunicado.

A força policial garante ainda que «a incidência de fiscalização manter-se-á necessariamente intensificada nas matérias relacionadas com a situação inerente à pandemia de covid-19 e nas zonas com maior frequência nesta altura do ano».

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