As Não Resoluções de Ano Novo…

O Estapafúrdios do Quotidiano tomou a liberdade de elaborar uma pequena lista das resoluções de Ano Novo mais frequentes e infrutíferas de sempre, nesta primeira rúbrica de 2020.

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É já habitual, em todos os fins-de-ano, à medida que as 12 badaladas vão soando e nós vamos ingerindo passas à bruta, idealizarmos 2 ou 3 resoluções de Ano Novo.

Geralmente, e visto que pelas 24h o álcool já penetrou no nosso sangue de uma maneira mais agressiva que um elefante numa macaca, essas resoluções parecem-nos sempre bastante exequíveis. Mas o problema vem depois…

O Estapafúrdios do Quotidiano tomou a liberdade de elaborar uma pequena lista das resoluções de Ano Novo mais frequentes e infrutíferas de sempre. Ora vejamos:

1 — Deixar de fumar.

Esta resolução deverá ser a mais desejada por todos os fumadores na passagem de ano. E a verdade é que, como todas as outras resoluções, começamos sempre com força. Não tocamos num único cigarro no primeiro dia. E logo aí achamos que estamos muito melhor, começamos a incentivar outros fumadores a pararem de fumar, deitamos todos os cigarros que tínhamos pela casa fora, até o isqueiro do carro deitamos para o lixo… Até que a falta de nicotina toma conta de nós. Tentamos resistir, agarramo-nos aos doces, às pastilhas, ao açúcar e até aos legumes! Mas passados 3 dias já os sintomas da falta de nicotina são insuportáveis. Mau-feitio, comichões, vontade de bater em tudo e todos e, quando damos por nós, estamos a sacar de um cigarro para ganhar forças e lidar com o stress de deixar de fumar. Depois outro, e outro e outro… e, num ápice, estamos a meio do ano e já fumamos 2 maços por dia, quando em 2019 apenas fumávamos metade de 1 maço de cigarros.

2 — Deixar de beber álcool.

Esta resolução, que até pode ser feita às 24h, só tem efeito depois de acordarmos no dia seguinte. E porquê? Por uma razão muito simples: A RESSACA É TERRÍVEL! A ingestão de álcool de uma forma desenfreada, na noite de 31 de Dezembro, leva a uma ressaca terrível no dia 1 de Janeiro. Tentamos passar o feriado inteiro na cama, longe de tudo e todos, afastados de qualquer barulho — porque ao mínimo som o cérebro parece querer saltar do crânio. Por esta altura o pensamento que nos surge é: “Caramba, é mesmo desta que vou deixar de beber!”. Uns dias depois o que é acontece? Estamos a entrar nas Urgências para fazer uma lavagem de estômago, porque “íamos só beber um copinho com os amigos” e acabámos por ingerir 2 garrafas de vinho, 3 jarros de sangria, 1 garrafa de moscatel e ainda um copinho de Beirão para não abusar muito…

3 — Fazer dieta.

A par com deixar de fumar e deixar de beber, esta deve ser a resolução mais desejada por todos nós. A época Natalícia deixa sempre marcas irreversíveis na balança (isto porque, depois de nos pesarmos, metade das pessoas parte a  coitada da balança…). Por mais que tentemos evitar comer doces, eles estão ali a olhar para nós, com carinha de “Gato das botas”, como que a dizer: “come-me, come-me…” e acabamos por não conseguir resistir. Comemos, comemos, comemos, mas sempre com a ideia bem vincada que, para o ano, vamos conseguir perder tudo no ginásio, ou com dieta! Até que chega o novo ano e fazemo-nos de fortes. Não tocamos num grão de açúcar. Até passamos a beber café sem açúcar, para acentuar ainda mais a vontade de fazer dieta. Mas depois um amigo faz anos… o restaurante é buffet e tem tanta coisa boa. A bebida é à discrição… E a seguir vamos a um bar de shishas beber um copo…

É só hoje!! Pensamos para nós próprios… Mas o problema é que não é. Passados uns dias estamos a enfrascarmo-nos em álcool e a fumar cigarros de forma desenfreada para afogar a mágoa de termos ganho 2kg nos primeiros 3 dias do ano. E agora? O que fazer? Será que vale a pena voltarmos à dieta, sem álcool e sem tabaco?? NÃ… QUE SE LIXE! Agora já não dá… Para o ano é que vai ser!

Enfim, é o que temos…

Ano após ano…

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Texto escrito por Gil Oliveira e Ricardo Espada

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