As derrotas do Presidente da Câmara

Esta semana, um artigo de opinião de André Nunes, deputado municipal eleito pelo PAN na Assembleia Municipal do Seixal.

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Esta semana, um artigo de opinião de André Nunes, deputado municipal eleito pelo PAN na Assembleia Municipal do Seixal.

Teve lugar esta semana a sessão de Assembleia que voltou a debater e votar as Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2019, isto depois do chumbo pela Assembleia Municipal do Seixal há praticamente um ano.

Desta feita o orçamento foi aprovado e desta feita o PAN decidiu-se pela abstenção.

Fê-lo por razões de vária ordem, das quais se destacam (i) haver mudanças pontuais no documento que reportamos como positivas e que vão ao encontro das reivindicações que apresentámos ao longo do último ano – e isto não obstante o documento continuar a ser, na globalidade, um mau orçamento nas matérias que o PAN considera fundamentais; (ii) e porque, a dois meses de iniciarmos as negociações de um novo orçamento, seria vantajoso dar um voto de confiança ao executivo, a bem da estabilidade e na procura de consensos futuros.

Lamentavelmente, mas não surpreendentemente, o Sr. Presidente da Câmara preferiu ver na posição assumida uma atitude de incoerência e, no registo já habitual de altivez e beligerância, voltou a culpar a oposição pelo seu próprio insucesso e quis reclamar louros do que foi uma derrota pessoal sua em toda a linha.

Senão vejamos: (i) sujeitou-se à humilhação de ser o primeiro Presidente da Câmara do Seixal a ver um orçamento chumbado; (ii) foi obrigado a negociar com a oposição quando, manifestamente, não o queria fazer; (iii) voltou a ceder às exigências, legítimas, do Sr. Presidente da Junta de Fernão Ferro, isto já depois de ter sido obrigado a ceder no processo de delegação de competências; e (iv) a Câmara Municipal tem hoje um orçamento que podendo não ser o melhor, é, graças à oposição, melhor e mais consensual do que aquele que foi chumbado há um ano.

Tudo junto, não há ego nem propaganda que resista a tantas derrotas, nem gestão que resista à falta de vontade política.

Da parte do PAN, estamos certos que fizemos o que nos era exigido a cada tempo. Viabilizámos o orçamento para 2018 quando não nos era exigido que o fizéssemos e isto depois das nossas propostas terem sido na sua maioria desconsideradas e chumbámos o orçamento para 2019 quando percebemos que não havia vontade para negociar.

Agora, para 2020, a nossa decisão dependerá do compromisso que a Câmara Municipal quiser assumir com as causas do PAN. Seguimos serenos e compenetrados.

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