‘Arbeit macht frei’ frase que recebeu milhares em Auschwitz

Há precisamente 75 anos atrás, a 27 de Janeiro de 1945 que as tropas aliadas libertaram de Auschwitz-Birkenau 7.500 prisioneiros, os sobreviventes das mais de 1,3 milhões de pessoas que ali terão entrado desde a sua abertura em Maio de 1940.

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Há precisamente 75 anos atrás, a 27 de Janeiro de 1945 que as tropas aliadas libertaram de Auschwitz-Birkenau 7.500 prisioneiros, os sobreviventes das mais de 1,3 milhões de pessoas que ali terão entrado desde a sua abertura em Maio de 1940, e que passaram sobre o portão que ostentava a frase ‘Arbeit macht frei’ ou ‘O trabalho liberta’.

Noventa por cento destas vítimas foram judeus, mas também ali foram chacinados nas câmaras de gás ou por doenças e exaustão 150 mil polacos, 23 mil romenos, 15 mil prisioneiros de guerra soviéticos, cerca de 400 Testemunhas de Jeová e dezenas de milhares de pessoas de diversas nacionalidades.

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros recorda as vítimas do Holocausto no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

«Neste dia evocamos todas as vítimas do Holocausto e da ideologia nazi. Relembramos não apenas as vidas dos milhões de judeus, mas as de todos aqueles que, pelas suas origens, crenças, orientação sexual, condições físicas e opções políticas foram perseguidos, e os milhões de prisioneiros de guerra mortos pela fome, pela doença, pelo trabalho forçado».

De acordo com o comunicado, o Governo português também homenageia a memória de todos aqueles que tiveram «a coragem de escolher fazer o que estava certo, independentemente das consequências» e aponta ainda nomes de portugueses que fizeram essa luta como Aristides de Sousa Mendes e os também diplomatas Carlos Garrido Sampaio e Alberto Teixeira Branquinho e o Padre Joaquim Carreira.

Segundo a nota do MNE, manter viva a memória do Holocausto, defendendo os valores da nossa sociedade democrática, liberal e inclusiva, é fundamental para que não se esqueçam os perigos que advêm da intolerância, do ódio, da xenofobia, do racismo, do antissemitismo e da discriminação.

Mais de 25 milhões de pessoas já visitaram o memorial no antigo campo de concentração de Auschwitz, no sul da Polónia, desde a sua abertura, em 1947.

O enorme complexo nazi estava localizado a 50 quilómetros de Cracóvia, às portas da pequena cidade de Oswiecim (nome de Auschwitz em polaco), localizada num cruzamento ferroviário no Leste, de interesse estratégico dos nazis, uma vez que ali se cruzavam as vias ferroviárias do sul, de Praga e Viena com as de Berlim, Varsóvia e das áreas industriais do norte, da Silésia.

Ao lado dos três campos principais, o campo de extermínio central incluía campos auxiliares e subcampos de tamanhos variados, ocupando um total de 191 hectares.

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