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APSI e GNR lançam campanha ‘A morte por afogamento é silenciosa e rápida’

Em Portugal, de acordo com os estudos que a Associação Para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) realiza de forma regular desde 2003, o número de mortes por afogamento de crianças e jovens tem reduzido de forma significativa e consistente ao longo das últimas duas décadas.

No entanto, continuam a ser a segunda causa de morte acidental em crianças e jovens representando 16,9% de todos os afogamentos não intencionais na população portuguesa.


Para tentar evitar esta situação, a APSI e a GNR lançam campanha conjunta ‘A morte por afogamento é silenciosa e rápida’, aliando o conhecimento técnico e a experiência da APSI e o alcance territorial único e de proximidade que a GNR detém a nível nacional, sobre a prevenção de afogamentos em crianças e jovens.

Neste âmbito, a GNR irá intensificar, de 15 de julho a 15 de setembro, a realização de ações de sensibilização à população, no sentido de reforçar a consciencialização da sociedade para a problemática do afogamento de crianças e jovens, em piscinas e em ambientes naturais, em toda a sua área de competência no território nacional.

Apesar de ser um acidente que ocorre em qualquer altura do ano, esta Campanha ganha especial relevo nos meses de Verão, em que milhares de crianças aproveitam as férias com os seus familiares em locais com água por perto, quer sejam planos naturais (praias, rios, barragens) ou construídos (piscinas, tanques), podendo incorrer em risco de afogamento. Muitas famílias optam por alternativas que envolvem piscinas, o que pode aumentar este risco, nomeadamente nas crianças mais novas.

Com esta parceria, a APSI e a GNR propõem-se garantir uma mensagem mais próxima e uma prevenção mais incisiva, com o objetivo de promover a segurança infantil, reforçando os conselhos e os alertas para evitar este tipo de acidentes.

O conhecimento do terreno e a sinalização dos locais mais perigosos na sua área de responsabilidade permitem à Guarda fazer chegar a mensagem a um maior número de pessoas, assumindo-se como uma ferramenta de prevenção de enorme eficácia.

O número médio de mortes por afogamento diminuiu nas últimas duas décadas de 27 (média/ano 2002-2004) para 16,5 (média/ano 2005-2010) e mais recentemente para 9,4.

O mesmo aconteceu com o número de internamentos que reduziu de 48,7 (média/ano 2002-2004) para 39,5 no período entre 2005-2010 (média/ano) e para 23,4 nos últimos 10 anos (média/ano 2011-2020).

Apesar desta redução significativa ao longos dos anos, é de notar que em 2020 o nº de mortes por afogamento em crianças foi excecionalmente alto (14) quando comparado com o triénio anterior (7,3 média/ano 2017-2019). Desde 2016 que o número de mortes era abaixo das dezenas.


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