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Aprovados sistemas de vigilância nos Campus Universitários da Universidade de Lisboa

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A 8.ª Comissão Permanente da Assembleia Municipal de Lisboa aprovou, por unanimidade, a recomendação de instalar sistemas de vigilância nos Campus da Cidade Universitária de Lisboa, que surge no âmbito da petição coletiva «Por uma Universidade Segura» submetida à AML pela Associação Académica da Universidade de Lisboa e que contou com 563 assinaturas.

O presidente da AML, José Leitão, encaminhou a petição para a 8.ª Comissão Permanente – Transportes, Mobilidade e Segurança, a fim dos mesmos elaborarem um relatório após ouvirem os peticionários.

Em causa está a apreensão dos estudantes perante o clima de insegurança que afirmam sentir nos campus universitários da Universidade de Lisboa, mais especificamente no Campus da Cidade Universitária e no Campus da Ajuda.

Hélder de Sousa Semedo, presidente da Direção-Geral da AAUL, afirmou considerar o sistema de videovigilância «um bom mecanismo para solucionar esta situação» e deu como exemplo o Bairro Alto, onde o índice de criminalidade diminuiu significativamente após a instalação do mesmo.

Para os estudantes o problema tem duas componentes distintas: a questão efetiva de segurança e o sentimento de insegurança sentido pela comunidade universitária, e aponta como causas principais a insuficiente iluminação pública e a falta de vigilância nos campus.

Também os Presidentes das Juntas de Freguesia da Ajuda e de Alvalade foram ouvidos, com Jorge Marques (PS) a discordar sobre o modo como é apresentada na petição a questão da segurança no Pólo da Ajuda, onde diz existirem problemas relacionados com segurança na comunidade, mas sem relatos de crimes graves e violentos como os que são mencionados na Petição.

O Presidente da Junta de Freguesia da Ajuda declarou que o problema do Pólo Universitário da Ajuda é de natureza urbanística, pela escala, isolamento e monofuncionalidade do espaço onde se insere.

A solução deste problema passaria assim por alterar este modelo urbano, através da introdução de habitação, serviços e comércio, à semelhança da zona consolidada mais próxima.

Já José António Borges (PS) afirmou que «o problema de iluminação pública, bem como a desorganização da rede de circulação pedonal, resulta de uma falta de coordenação na gestão do espaço da Cidade Universitária» e deu ainda nota de que as situações de insegurança são provocadas por pessoas externas ao Campus, que ali encontram um sítio propício a alguma criminalidade.


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