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Apoios prestados pela autarquia a ADQC levantaram questões a deputada do Chega

O Chega – Sesimbra levantou dúvidas sobre os apoios prestados a Associação para o Desenvolvimento da Quinta do Conde (ADQC) pela autarquia. O grupo, fundado em 1974, apoia a juventude da Quinta do Conde que pretende praticar desporto. O clube, que tem um total de 365 atletas, está na 5ª posição quanto ao número de jogadores no Distrito de Setúbal. É o 68ª a nível nacional.

O Regulamento Municipal de Apoio ao Movimento Associativo presta apoio aos clubes desportivos consoante o número de atletas e técnicos que tem. A deputada Madalena Serra questionou, através de requerimento datado de março de 2022, a autarquia para ter direito aos dados contabilísticos que comprovem a gestão destes recursos.


O partido refere que enquanto não obtiveram respostas e há associações que ainda não conseguiram os fundos. Também questionam os critérios necessários para conseguir os fundos municipais. Sobre as atitudes que já tomaram, Diamantino Laja, coordenador do núcleo concelhio, explica que estão «em contacto com a nossa Deputada Municipal que questionou, quer a apresentação de contas, que uma Associação, pelos seus estatutos, tem que apresentar, quer a forma como o Município atribui verbas e de que forma».

ADQC afasta polémica com contas levantada pelo Chega

Segundo o partido, esta interpelação acontece após queixas de encarregados de educação e sócios aos quais não são prestadas contas desde 2017. No post publicado na conta oficial, o partido termina levantando várias dúvidas sobre a transparência na gestão da associação. Terminam questionando se o «único critério de validação é a existência de elementos da CDU local nas direções dos mesmos».

Sobre as filiações políticas, em resposta também dada pelo Facebook, Joaquim Tavares defende que nos últimos 20 anos passaram pela associação várias pessoas de diferentes lados políticos. O presidente também deixou um convite público a todos os deputados a visitarem as instalações e verem o trabalho que realizam. Demonstrou disponibilidade «para fornecer os dados corretos, que podem ser demonstrados, de modo que não se baseiem em informações fornecidas por algumas pessoas que, jurando um amor incondicional à ADQC e aparentam ter um conhecimento profundo da vida do Clube». Em relação aos subsídios, lembrou que estes foram usados para melhorar as instalações e estão à vista de todos.

Joaquim Tavares prestou algumas declarações ao Diário do Distrito onde explicou que não existe qualquer tipo de clima de tensão dentro do clube. «Como todos sabemos, as Associações prestam contas aos seus Sócios e não a qualquer partido político. Quanto aos apoios camarários, a ADQC tem vindo a receber os apoios que estão previstos no Regulamento Municipal de Apoio ao Movimento Associativo, tal como todos os restantes Clubes do Concelho. É completamente falso que a ADQC receba mais apoios do que os outros Clubes da sua dimensão. Também é igualmente falso que os tenha recebido antes dos outros. Isso é perfeitamente demonstrável através dos documentos públicos das reuniões da Câmara Municipal de Sesimbra».


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