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APAR lamenta visitas canceladas a reclusos por ‘almoços de confraternização’ dos Guardas

A APAR – Associação Portuguesa de Apoio ao Reclusos dirigiu uma carta à Ministra da Justiça na qual se demonstra surpreendida e a ‘revolta’ pelo facto de «terem sido interditas as visitas aos estabelecimentos prisionais de dezenas de familiares de reclusos, no dia 21 de Julho. A explicação que deram é a de que, nesse dia, decorreram almoços de confraternização dos guardas prisionais.»

Segundo a APAR, que não se coloca «contra estes eventos, sinceramente até consideramos que possam ser importantes, a verdade é que, numa altura em que as visitas de familiares e amigos aos reclusos foram, ILEGALMENTE, diminuídas drasticamente, sob a estafada desculpa da Covid, ilegalidade que dura há mais de dois anos, sem que ninguém se preocupe em acabar com esta vergonha do incumprimento da Lei em relação a cidadãos que se encontram privados da liberdade por também a não terem cumprido, se consiga encontrar um novo ‘motivo’ para impedir mais um encontro dos reclusos com os seus.»


Perante este cenário, o presidente da APAR, Diogo Cabrita questiona o motivo pelo qual «não se realizou antes jantares depois dos reclusos estarem encerrados?

A única explicação é que o almoço acontece durante a hora de trabalho e o jantar seria nas horas vagas. É pouco. É péssimo exemplo. É um ultraje.»

Outra crítica é dirigida ao facto de que «muitos reclusos, e familiares, só foram avisados de véspera. Há quem tenha feito os testes à Covid (que a Direcção-Geral exige com o seu conhecido empenho à luta contra a única doença que considera perigosa nas prisões) para poder ter uma visita íntima tendo, horas antes da marcada para esta, sido avisado(a) que tal visita não teria lugar dada a festa dos guardas prisionais.»

Na missiva enviada à Ministra, a APAR frisa ainda que «é sabido que os nossos presos, e os seus familiares, são considerados ‘cidadãos de segunda’ por grande parte dos portugueses.

Que os nossos responsáveis (?) pela Justiça, em geral, e pelo Sistema Prisional, em especial, tenham a mesma opinião, e lhe demonstrem isso a todo o momento, é que algo profundamente preocupante. E triste.»


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