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APAR alerta para ‘preços de agiotagem’ nas cantinas das cadeias portuguesas

A Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso (APAR) alertou em comunicado para a situação dos preços nas cantinas das cadeias portuguesas.

«Como é conhecido, os reclusos, em Portugal, têm que comprar todos os produtos de que necessitam nas cantinas das cadeias onde se encontram, dado que os familiares estão proibidos de lhes entregar mais do que um quilo de alimentos por semana» refere a nota enviada ao Diário do Distrito.


A APAR frisa que «em todas elas, os preços são marcados com margens de lucro escandalosas.

Lembremos a notícia publicada, há uns anos, na revista do Associação Sindical dos Juízes, onde se denunciava que as 49 cantinas das cadeias portuguesas tinham tido, num único ano de actividade, um lucro de 680.000 euros».

Segundo a Associação, «a situação mantem-se, mas, ainda assim, há prisões que ultrapassam todos os limites» e aponta o Estabelecimento Prisional da Carregueira, onde «muitos produtos, que já eram caros, foram aumentados, recentemente, para o dobro».

Como exemplo, a APAR indica os preços de «1 caixa de kg de açúcar em saquetas custa, nos supermercados, 1,29€ e na cantina custava 1,96€ e foi aumentado para 2,77€; 1 garrafão de água do Luso, que custa, no exterior, 1,35€ é vendido a 1,74€; 1 caixa de chá, vendida, no exterior, a 0,41€ custa 1,10€ na cantina; 1 caixa com 66 pastilhas efervescentes “Corega” custa, na cantina, 17,59€ enquanto, no exterior, uma com 108 unidades fica por 13€.

E os exemplos podiam multiplicar-se por praticamente todos os produtos.»

Ao contrário do que considera como «preços de agiotagem», aponta a venda dos cafés Delta, «nos quais o preço da caixa de saquetas baixou de 0,83€ para 0,66€.

Mais uma explicação das razões que levaram a APAR a dar o título de seu Sócio Honorário ao Senhor Comendador Manuel Rui Azinhais Nabeiro.»


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