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António Costa reafirma demissão caso seja aprovado o diploma dos professores

"Não decidi fugir, disse com lealdade quais seriam as consequências".

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O primeiro-ministro afirmou ontem à noite que vai “aguardar serenamente” a votação final do diploma relativo às carreiras dos professores.

Em entrevista à TVI, António Costa disse que, caso o Parlamento aprove a reposição integral do tempo congelado, o Governo “não tem outro remédio” senão demitir-se.

A aprovação do diploma “compromete a governabilidade no presente” e “condiciona, de uma forma inadmissível, a governabilidade no futuro”, salientou o líder do executivo.

Na entrevista, Costa diz que aguarda “serenamente o que é que venha a ser votado em votação final global”, mas considera que “ninguém tem direito, nem a procurar criar ilusões aos professores, mentir aos professores sobre o que é que está em causa, nem enganar os portugueses”.

O primeiro-ministro disse ainda que espera que a Assembleia da República “não aprove em votação final global o que aprovou na quinta-feira” e “que chumbe aquilo que foi aprovado na especialidade”.

“Aquilo que eu desejo, obviamente, é aquilo que eu anunciei. É que não haja qualquer alteração ao decreto de lei que o Governo aprovou, que se mantenha aquilo que é compatível com a capacidade orçamental do país”, acrescentou, notando que espera que “ganhe o país, não sendo aprovada esta lei”.

Questionado obre a a decisão de ameaçar com uma demissão do Governo por uma questão financeira, e não o fez quando mais de uma centena de pessoas morreu nos incêndios que assolaram o país em 2017, António Costa disse que foi “por uma razão essencial”.

“Neste caso, é um problema que não depende do primeiro-ministro, depende de outros órgãos de soberania, e eu também não decidi fugir, disse com lealdade quais seriam as consequências”, justificou o primeiro-ministro.

Para António Costa, o “problema desta decisão” é ter “um peso estrutural na despesa do Estado, que não tem só a ver com 2019, é para sempre”.

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