Opinião

ANTÓNIO COSTA NÃO CONSEGUE “LEVAR A CARTA A GARCIA”!

Se já ouviu a expressão “levar a carta a Garcia”, sabe que o sentido da mesma representa cumprir, eficazmente, uma missão, por mais difícil ou impossível que possa parecer.

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Esta expressão aparece por causa da valentia e destreza de um soldado americano, Andrew Summers Rowan,  no século XIX, durante a guerra entre os Estado Unidos da América e Espanha, país que colonizava Cuba.

O presidente americano, William McKinley, necessitava de falar com um dos chefes da guerrilha cubana, o General Calixto Garcia, que se encontrava nas montanhas da ilha de Cuba, a fim de tentar obter o seu apoio na guerra contra a Espanha.

O soldado Rowan meteu-se num pequeno barco e passados 4 dias desembarcou em Cuba. Depois, atravessou sozinho a pé a ilha de um lado ao outro, escapou ileso da selva e ao fim de 3 semanas conseguiu o que parecia impossível, entregou a carta ao General Garcia e voltou a casa, para dar a conhecer ao seu presidente que tinha alcançado o objectivo.

E trazendo para os nossos dias o feito heróico do soldado Rowan, o que faz o Dr. António Costa na sua missão de defender e apoiar os portugueses na guerra contra o coronavírus e contra a crise económica? Será que ele é o herói que Portugal precisa neste momento?

Na minha humilde opinião, não, não é! Pois, Pouco ou nada tem sido feito pelo Primeiro-Ministro e pelo seu Governo no combate ao covid-19 e à crise económica que se avizinha.

Assim, apresento em seguida as incongruências de um governante que demonstra governar ao sabor do vento, sem um fio condutor ou ciência nas opções que toma, senão vejamos:

Recomendou o uso de máscaras e álcool gel, mas não acautelou a especulação dos preços.

Apoiou os grandes empresários, permitindo a abertura dos centros comerciais, mas obrigou os donos de bares e discotecas a venderem “bolas de berlim” e “pasteis de nata”, sem abrirem as pistas de dança.

Proibiu o consumo de bebidas alcoólicas em espaços ao ar livre, excepto se as mesmas fossem consumidas em esplanadas.

Autorizou a Festa do Avante, mas “deixou” a GNR acabar uma festa com 200 pessoas em Almancil.

Interditou espectadores nos jogos de futebol do campeonato nacional da 1.ª divisão portuguesa, mas deixou que as touradas e os espetáculos tivessem público.

Rejubilou pelos jogos da Champions serem em Lisboa, mas esqueceu-se do resto do país quando proibiu a realização dos campeonatos de variadas modalidades, isto sem falar da falta de respeito que teve para com os profissionais de saúde.

Revoltou-se na Assembleia da República pela morte de animais em Santo Tirso, mas ficou calado quando morreram 18 idosos num lar em Reguengos de Monsaraz.

Tomou a decisão de encerrar o país para que os hospitais não entrassem em colapso, quando tínhamos pouco mais de 30 casos confirmados de covid-19, mas neste momento as pessoas estão a morrer porque não são observadas em tempo útil ou porque têm as suas cirurgias adiadas sem data.

E quando pensamos que não podia ser pior, aparece o Dr. António Costa a dizer que quer os desempregados do turismo a trabalharem nos lares e creches.

Se o nosso Primeiro-ministro considera que o número de trabalhadores dos lares e das creches é reduzido para cuidarem daqueles que são as pessoas mais importantes do mundo, nomeadamente, os nossos filhos e os nossos pais, então, pergunto: O Senhor Primeiro-ministro não teve 5 anos para alterar a lei que rege as regras dos lares e das creches?

Outra questão é saber se o Dr. António Costa considera que não tem capacidade para combater a crise económica e, por essa razão, quer a todo o custo colocar pessoas a trabalhar em funções que não são as suas, em vez de apresentar soluções credíveis e eficazes. Em ambos os casos, deveria repensar a sua própria situação e apresentar a demissão de Primeiro-ministro.

Neste momento, julgo que seria importante colocarmos o Dr. António Costa na China, a percorrer a pé esse país, para conseguir encontrar os ventiladores que foram comprados pelo governo em Abril e que ainda não apareceram.

Por tudo isto, considero que Portugal necessita de alguém que consiga “levar a carta a Garcia”, por mais difícil que isso possa parecer e não de quem apenas esteja a contar com os milhões euros da União Europeia para dar umas esmolas aos portugueses e a maior parte da fatia desse bolo de milhões aos “amigos”.

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