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António Costa faz viagem inaugural do navio eléctrico da Transtejo entre Seixal e Cais do Sodré

O navio Leader ‘Cegonha – branca’, o primeiro navio da frota elétrica da Transtejo, fez esta terça-feira a sua viagem inaugural com a presença do primeiro-ministro António Costa, do ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, Ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, de Alexandra Carvalho, presidente do Conselho de Administração da Transtejo e do presidente da Câmara Municipal do Seixal, entre outras entidades.

Antes da viagem que ligou as duas margens, houve lugar para uma visita ao navio e para os discursos, a cargo de Alexandra Carvalho, que destacou o facto de estes navios permitirem “a contratação de mais sete tripulações, com a entrada em operação, em 2024, dos navios eléctricos nas ligações fluviais de Cacilhas, Montijo e Seixal, ao Cais do Sodré, embora continuando a contar com a frota actual, que urge manter mas com o necessário investimento para que o serviço público seja cada vez melhor.

Deste modo, a Transtejo está a marcar presença no processo de descarbonização e a dar o seu contributo para a neutralidade carbónica do país até 2045.”

O director-geral dos Estaleiros Gódan, responsáveis pela construção dos navios, Álvaro Platero, declarou que “em toda a minha carreira profissional, nunca ultrapassei circunstâncias tão difíceis e complicadas como no caso da construção destes navios”, enumerando as situações ocorridas, “desde a pandemia de covid19 e a guerra na Ucrânia, mas também os constrangimentos causados pelo cancelamento de concursos, veto do Tribunal de Contas que levou à demissão da administração da Transtejo, e até um incêndio na fábrica alemã que atrasou a construção das baterias”.

Duarte Cordeiro mostrou-se esperançoso do cumprimento dos prazos “para o final da obra de instalação dos carregadores, até final de dezembro no Seixal, seguindo-se Montijo em fevereiro, Cais do Sodré em maio e Cacilhas em junho.”.

A importância ambiental dos novos navios foi também destacada pelo ministro, que frisou o facto de estes “virem a gastar menos 5 mil litros de gasóleo, o que significa menos 12 mil toneladas de CO2 produzido, além de serem fiáveis, seguros, sustentáveis e mais silenciosos.

Com esta nova frota, a Transtejo vai poder garantir aos utilizadores uma maior fiabilidade nas ligações, com menos supressões, mas o fim dos constrangimentos de frota apenas serão ultrapassados com mais navios” admitiu.

O ministro referiu depois alguns dados sobre o aumento de utilizadores de transportes públicos, embora admitindo “que houve uma retração na procura pelos serviços da Transtejo”.

António Costa optou por falar “do aquecimento global que ameaça a sobrevivência na Terra e os esforços para obter a atingir a neutralidade carbónica”, e a aposta “na promoção do transporte público” relembrando “o primeiro grande passo, o de cumprir uma ambição antiga dos autarcas da Área Metropolitana de Lisboa, a municipalização da Carris, que permitiu redefinir toda a rede de serviço da Carris Metropolitana, como também o forte investimento em parceria com o Estado com a criação do passe único.

Este não serviu apenas para melhorar o rendimento disponível das famílias, foi também um grande incentivo para a mudança do uso da viatura para o transporte público. Tudo isto foi uma verdadeira revolução na forma como viajar na AML, embora seja necessário continuar a investir para alcançar também as metas definidas para o processo de descarbonização, com a renovação das frotas de autocarros, processo que tem vindo a decorrer, e a desenvolver a rede metropolitana, como as novas linhas, além da renovação do serviço da CP e com isso aumentar a frequência dos comboios da Fertagus.

Para além destes investimentos, que incluem também os do Metro Sul do Tejo, é também preciso o investimento no transporte fluvial, para ligar esta grande cidade de duas margens, diminuindo as distâncias entre a margem certa, que é a margem esquerda, e a margem direita.

E isso implica a utilização das duas pontes, mas também outra flexibilidade porque não podemos alcatroar todo o rio Tejo.

Daí a importância do serviço prestado pela Transtejo e do processo de descarbonização da sua frota.”

O projeto de renovação da frota Transtejo é financiado pelo PO SEUR – Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, no âmbito da medida “Apoio à transição para uma economia com baixas emissões de carbono”.


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