Internacional

Angola a «ferro e fogo»

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«Queremos que os nossos filhos cresçam num país melhor», é o apelo que Luaty Beirão deixou esta manhã durante os protestos que decorrem em várias zonas de Angola, contra algumas das medidas do Governo relativas à pandemia de covid19.

O activista angolano tem estado toda a manhã a emitir vídeos em directo, e já teve um dos seus telemóveis apreendidos pela polícia, o que não o deteve de continuar a dar conta do que está a acontecer.

No passado sábado teve lugar uma manifestação em Luanda que resultou na detenção de 103 pessoas, entre as quais dirigentes do partido político UNITA, e também seis jornalistas, dos quais três foram já libertados.

Houve também um morto, o jovem manifestante Lando Lucimbo, segundo imagens a que o Diário do Distrito teve acesso (avisamos que o vídeo pode ferir susceptibilidades) embora o secretário de Estado do Ministério do Interior, Salvador Rodrigues, negue publicamente qualquer morte no evento.

A manifestação foi promovida por ativistas da sociedade civil, com apoio do maior partido da oposição angolana, UNITA, e na qual ficaram também feridos seis polícias.

Na sexta-feira, o Governo angolano fez sair novas medidas de combate e prevenção da covid-19, num decreto sobre o Estado de Calamidade Pública, que entre várias restrições, proibiu ajuntamentos na rua de mais de cinco pessoas, o que tem levado a que as forças da ordem estejam a ser recebidas com violência, com apedrejamentos e queima de pneus na estrada, tendo ficado queimada uma motorizada da força pública, uma viatura dos bombeiros, uma ambulância que ficou com o vidro partido e uma viatura da unidade de trânsito.

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Publicado por Luaty Beirão em Quarta-feira, 11 de novembro de 2020

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