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Opinião

Análise Política

Uma crónica de João Garrett Condelipes.

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Os portugueses continuam a estar entre os europeus com menor capacidade para pagar contas dentro do prazo e a situação está a degradar-se, de acordo com o barómetro de Bem-Estar Financeiro de 2022, lançado pela Intrum. Portugal surge no 22.º lugar, numa tabela de 24 países europeus, apenas à frente da Hungria e da Grécia. Portugal tem hoje a 12º maior divida pública do mundo, que inclusive aumentou 777,4 mil milhões de euros, um milhão de pessoas tem uma pensão abaixo dos 264 euros, os salários da função pública perdem até 12,9% do poder de compra, Portugal é hoje o país da Europa Ocidental com os salários mais baixos, 14 mil euros é o rendimento líquido que, em média, um trabalhador solteiro sem filhos leva para casa no final de um ano de trabalho em Portugal. O empregador, por outro lado, tem de pagar 24 mil euros, porque 41% deste valor vai direto para o Estado, através de impostos sobre o trabalho e contribuições para a segurança social. É a sétima carga fiscal sobre o trabalho mais elevada da Europa Ocidental, a par com a Finlândia, um país cujo rendimento líquido (após equiparar os custos de vida) é 60% superior ao português e gera 50% mais de riqueza por habitante.

As economias húngara e polaca ultrapassaram Portugal no ano passado, juntam-se assim a Malta, Rep. Checa, Eslovénia, Lituânia e Estónia na lista de 7 países que ultrapassaram Portugal nos últimos 20 anos em termos de PIB per capita (em paridades de poder de compra). No modelo económico Escandinavo, os Ministros da Ecónomia, e bem! Incentivam a iniciativa privada, premeiam a meritocracia, esforçam-se por criar incentivos fiscais, que beneficiem a captação de investimento estrangeiro, tendo o Estado um mero papel de observador/regulador, e com pouco impacto na gestão estratégica das organizações. No modelo de Estado socialista português, o atual Ministro da Ecónomia, pretende taxar ainda mais, as empresas que fruto da gestão assente nas boas práticas, apresentem lucros superiores às previsões do seu orçamento anual. É inadmissível, este nivelar por baixo às empresas portuguesas, além de fomentar a política de subsidiodependência. O Estado como o maior empregador nacional, o seu objetivo premeditado é ganhar apoios políticos, e compra de votos, incentivando uma cultura de dependência, em detrimento do interesse nacional, continuar a aumentar o monstro da despesa pública, que hipoteca o futuro das gerações vindouras. Somente com um acréscimo na criação de riqueza num país, é possível a sua distribuição equitativa pela comunidade. Estas medidas, além de extremamente gravosas para a Ecónomia portuguesa, não são de um país da comunidade europeia, mas sim, típicas de outras geografias da América Latina.

Permanece a incompetência, e a falta de uma visão de optimização dos recursos humanos na função pública, um contínuo aumento de quadros, e por consequência, o aumento da despesa pública. Que todos os contribuintes terão que pagar. Assiste-se diariamente, à hipoteca do futuro das gerações vindouras, que mal acabam de nascer, recebem logo uma dívida por pagar a longo prazo, herança da (des)governação Socialista despesista. Com a espera, da chegada dos fundos Europeus do PRR (bazuca), o Dr. António Costa de imediato iniciou os trabalhos de casa, com a alteração da lei através da PGR (que ocupou o lugar, por ordem socialista, quando todos os quadrantes políticos, apelavam a um 2º mandato da Dr.ª Joana Marques Vidal, pelo excelente exemplo e desempenho). Mas existe uma maioria absoluta para ser paga, esfregam as mãos os amigos (muitos), familiares e os militantes contemplados. “É um ponto em que todos os Portugueses deveriam estar de acordo, Pedro Passos Coelho, enfrentou uma situação muito difícil de crise que se chamou (Troika)” – Professor Marcelo Rebelo de Sousa, mesmo assim venceu as eleições em 2015, mas o clientelismo da esquerda, não permitiu a continuidade. No plano atual, como denunciei no artigo anterior, o Dr. João Leão, que abandonou o executivo, para gerir um novo “projecto” financiado pelo orçamento de Estado, que o mesmo ajudou a preparar, num flagrante conflito de interesses, foi chamado ao parlamento para ser ouvido pelos partidos, acompanhado da Dr.ª Maria de Lurdes Rodrigues, reitora do ISCTE, e antiga ministra da educação de Sócrates, espera-se que os Deputados, sejam exímios e não coniventes (PS).

Diário da República 19/04/2022. António Filipe e Duarte Alves, assumiram hoje, funções como assessores do grupo parlamentar do PCP, os ex-Deputados, que nas últimas eleições Legislativas de 30/01/2022, falharam a sua reeleição (por trás de um Camarada, há sempre um parente empregado). Na Assembleia da República,

Cristina Rodrigues, ex-Deputada independente, quando auferia vencimento como Deputada pelo PAN, assumiu publicamente ser anti-Touradas, e inclusive, defendeu a extinção da Tauromaquia. Agora, a auferir vencimento como assessora do CHEGA, na Assembleia da República, propõe a redução do IVA para as Touradas. Em bom rigor, frisar, que quando se muda de convicções para melhor, deve se salutar a mudança.

Depois da Distrital de Aveiro, os líderes das distritais do PSD de Braga, Coimbra, Setúbal, Lisboa, Leiria e Castelo Branco anunciam apoio a Luís Montenegro. Juntos, a #ACREDITAR!       

Se existem ciclovias, e vias pedonais em Alcochete, as mesmas, são mérito das propostas e reivindicações da bancada do PSD do Concelho de Alcochete. Que continua, e bem, a exigir ao executivo de maioria, o seu alargamento às restantes Freguesias do Concelho. Reforçando o estímulo da prática desportiva, estilo de vida saudável, redução da pegada ecológica , e o combate às assimetrias, que infelizmente ainda persistem entre as populações do Município, inclusive na última campanha autárquica, deu o exemplo através dos seus candidatos, que mostraram estar em excelente forma, num passeio de bicicleta simbólico entre as 3 Freguesias, também confirmado publicamente pelo Sr. Presidente da C.M.A., elucidando os munícipes no direto da Assembleia da Freguesia de Alcochete, que as restantes forças políticas, acompanham à posteriori, as propostas do PSD, e que a reconstrução que se vai iniciar da estrada que liga as Freguesias de Alcochete e São Francisco (N119), será ampliada e melhorada com a inclusão de ciclovias, proposta do PSD de Alcochete desde 2014, chumbado á época pela maioria CDU. O PSD de Alcochete, como oposição responsável, é a única alternativa a uma governação local socialista, que continuará a ser oposição responsável, mas vigilante no cumprimento das fáceis promessas eleitorais, como a recuperação e ampliação da Escola Secundária E.B. 2.3 El-Rei D. Manuel I, que mantém-se somente no papel, com uma enorme sobrelotação de turmas, e a respetiva manutenção dos edifícios, que com o normal desgaste dos, também já muito é refletido. O tão afamado à época, projeto de recuperação do Albergue, prontamente apresentado em reunião de Assembleia Municipal, em vésperas de eleições autárquicas, foi somente isso, o Edifício mantém-se decadentemente a ruir.

Naturalmente, não somos uma força constituída somente de críticas ao poder vigente, a questão da apanha ilegal de bivalves no estuário do Tejo, continua à data, uma das maiores preocupações e queixas das populações das Vilas de Alcochete e do Samouco. O PSD foi a primeira força local, a alertar para esta problemática, trazendo inclusive às 2 Freguesias, os 2 deputados do PSD na Assembleia da República, eleitos pelo Distrito de Setúbal, para em sede própria, consciencializar a sociedade para o problema, e colocar Alcochete na agenda. Ao invés, recentes forças políticas aprofundamento demagógicas e extremistas, recentemente chegadas ao concelho, tentam também apanhar essa bandeira devido à emigração ilegal, perseguindo os mais fracos. Quando em plena Assembleia da República, e em direto, os 2 deputados do PSD eleitos pelo Distrito de Setubal, tentavam colocar o tema no debate, o líder do referido partido, respondeu que não tinham tempo para essas matérias, e que haviam assuntos bem mais importantes para tratar. Com a problemática da invasão da amêijoa vietnamita no estuário do tejo, e com a imensa mão de obra barata disponível, de fácil aferição, bastando atravessar a Ponte Vasco da Gama, no sentido Norte Sul. Se constata-se que existe imensa mão de obra, é porque também existe imensa procura, lei de Economia, com o amadurecimento da análise do problema e os atuais desenvolvimentos tecnológicos, poder-se-ia corrigir tal problema, com a instalação junto ao rio, nas Freguesias de Alcochete e do Samouco, de 2 depuradoras/transformadoras, devidamente regulamentadas pelas entidades competentes, e em sintonia com o Porto de Lisboa, de modo a criar um novo cluster económico, pois na atualidade existem estudos científicos, que demonstram que após a triagem pela depuradora/transformadora, possibilitam a venda dos moluscos para consumo, o que iria originar a criação de novos postos de trabalho, o controlo da mão de obra clandestina, criação de receita fiscal no Concelho, e transformar um enorme problema, numa mais valia para Alcochete, e todos os que nos visitam. No atual executivo socialista de maioria absoluta em Alcochete, falta visão para uma solução?

Pretendo por esta via, agradecer o convite endereçado ao PSD de Alcochete pela C.M.A., para poder marcar presença na sessão solene, das comemorações do 48º aniversário do 25 de Abril de 1974, onde naturalmente estive presente. Enquanto os extremos, tiveram discursos extremados, onde houve espaço para as palavras terroristas, fascistas, ou a repetição inúmeras vezes ao minuto, da expressão, os interesses do grande capital, o qual não consigo sequer interpretar o seu alcance, pois com o conhecimento do tecido económico-social Português, que é composto 97% por micro, e pequenas empresas, muitas inclusive familiares. Constata-se que em Portugal, existe muito pouco capital privado disponível para investimento, quanto mais grandes Capitalistas, assim fosse, pois somente através da criação de riqueza, é possível a sua distribuição equitativa pela meritocracia, o objetivo numa Economia livre, e sem Estado em tudo, como se verifica em Portugal, não é acabar com os alegadamente “ricos”, é acabar com pobres em Portugal.

Naturalmente o discurso do PSD de Alcochete, através do seu Presidente, Sr. Pedro Louro, foi uma intervenção de critica construtiva, humanista, de liberdade plena, não tirando o foco, que o 25 de Abril foi o primeiro grande passo para a Liberdade, e que somente através e em conjunto com o 25 de Novembro, se consolidaram-se os valores da democracia portuguesa, na sua plenitude.

“Por esse motivo, as minhas primeiras palavras são para aqueles que permitiram que o 25 de abril e o 25 de novembro acontecessem. Obrigado! Obrigado por terem lutado por um país livre, por um país democrático, por um país onde a minha geração conseguiu viver em liberdade, mas conseguiu, sobretudo, ter o direito a sonhar.”

– A todos os militantes e simpatizantes do PSD do Concelho de Alcochete, presentes no Fórum Cultural de Alcochete, nas comemorações do 25 de Abril, um enorme bem hajam!

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