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Alunos do Secundário no distrito de Setúbal em três dias de protestos

Os alunos das escolas secundárias do distrito de Setúbal marcaram três dias com ações de luta, que se iniciaram esta quarta-feira, 12 de Maio, em protesto contra as condições em que se encontram a maior parte dos estabelecimentos de ensino que frequentam.

Hoje decorreram duas ações de luta dos estudantes, na ES Cacilhas-Tejo, Almada, e na ES D. João II, em Setúbal, «que contaram com muitos estudantes para reivindicarem a escola a que têm direito» refere a nota enviada à comunicação social.

E a nota aponta os problemas: «na ES Cacilhas-Tejo é flagrante a falta de funcionários, que poem em causa as condições de segurança higienização necessárias, bem como a sobrelotação de alunos por turma.

Também a falta de condições materiais e termos de pagar do nosso próprio bolso, põe em causa a gratuitidade do ensino, com particularidade para os estudantes de artes.»

Já na ES D. João II os alunos consideram «inadmissível a permanente falta de funcionários e professores, bem como as dificuldades sentidas pelos estudantes inerentes à falta de cacifos».

Amanhã, 13 de Maio, vai ter lugar uma manifestação de várias escolas do concelho de Setúbal, com ponto de encontro nas escolas com manifestação até à Câmara Municipal do Barreiro, com saída às 08h00 das escolas secundárias do Barreiro e irá ter um momento de intervenções partir das 10h30».

No dia 14 de Maio, terá lugar uma concentração na Escola Secundária Manuel Cargaleiro no Seixal às 08h00.

«Estamos a sair à rua com responsabilidade, porque sabemos que não podemos continuar a viver o risco da falta de funcionários que resulta na falta de higienização, o risco de respirar partículas dos telhados de amianto e desenvolver uma doença cancerígena, o risco de não aprender devido a falta de professores» refere ainda a nota.

Os alunos exigem «melhores condições para estudar» e apontam exemplos como «a quantidade elevada de alunos por turma e a falta de condições de higienização nas salas de aula verificada em várias escolas, como é o caso da ES Cacilhas-Tejo e da ES Casquilhos».

Reivindicam também a gratuitidade dos materiais escolares, «bem como a urgente retirada do amianto dos telhados, como é o caso da ES Manuel Cargaleiro e da ES Augusto Cabrita» e apontam «a falta de obras flagrante na ES Alfredo da Silva, que não tem obras estruturais há mais de 70 anos e na ES Casquilhos, que nem pavilhão polidesportivo tem.

São vários os serviços em muitas escolas que estão em horário reduzido ou fechado como é exemplo na ES Alfredo da Silva e na ES D.João II. Há escolas sem balneários abertos e sem acesso as aulas de Educação Física quando o tempo é chuvoso, como é exemplo a ES Santo André.»


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