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Almada | ‘Hoje escreve-se um novo capítulo na história do poder local deste território’

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Tomaram posse esta tarde de sábado os órgãos autárquicos eleitos para a Assembleia Municipal de Almada, Câmara Municipal e Juntas de Freguesia, para o quadriénio 2021-2025, numa cerimónia que decorreu no Teatro Municipal Joaquim Benite, perante uma plateia esgotada.

José Joaquim Leitão, presidente da mesa da Assembleia Municipal cessante, dirigiu os trabalhos, numa cerimónia que apenas contou com os discursos da presidente reeleita, Inês de Medeiros e de José Joaquim Leitão.

“É com redobrada emoção e sentimento de responsabilidade que novamente assumo a presidência da Câmara Municipal de Almada” referiu Inês de Medeiros, depois de agradecer a todos os presentes, entidades e trabalhadores do concelho.

“Fruto da escolha livre do povo, hoje escreve-se um novo capítulo na história do poder local deste território, de uma nova era que começou há quatro anos, a que os almadenses decidiram dar continuidade.”

Dirigindo-se aos almadenses, deixou o seu “primeiro compromisso, ser a presidente de todos, independentemente de cores políticas, idade, orientação sexual, género, raça ou religião, porque neste território de muitos há lugar para todos.

Mais do que falar em vitoriosos e vencidos, é importante que todos se foquem nas responsabilidades pelos cargos públicos que assumiram.”

Apesar da ‘igualdade’ que pretende entre os eleitos, Inês de Medeiros não deixou de referir que se “vivem e respiram tempos inquietos, onde a presença de agendas particulares e o esvaziamento da importância do bem comum, minam democracia”.

Deixou votos para que “os próximos quatro anos marcados pela prioridade absoluta da defesa de Almada e dos almadenses, como forma de estancar a descrença no sistema político e combater o crescimento dos populismos e dos racismos que alimentam o caos e o medo para proveito próprio.”

Outro aspecto que a edil frisou no seu discurso foi a taxa de abstenção “registada nas últimas autárquicas e que deixa pouco espaço para dúvidas. Mesmo com novos partidos, tivemos a nível nacional menos pessoas a votar, uma realidade que merece de todos nós uma profunda reflexão”, embora destacasse que essa situação não ocorre em Almada “nas últimas duas eleições autárquicas, resultado que a todos nos deve orgulhar”.

A batalha contra a pandemia, os projectos realizados e os que estão em vias de ocorrer, foram outros dos pontos do discurso de Inês de Medeiros, que terminou com a afirmação de que “Almada é a cidade do amanhã onde se constrói o futuro”, e um agradecimento ao anterior executivo, “pela empatia que criámos na defesa de Almada”, à família  “pelo apoio inabalável” e deixou o desejo para que “todos os eleitos, sem excepção, saibamos corresponder ao elevado grau de exigência a que seremos submetidos”.

Seguiu-se a votação para eleger a mesa da Assembleia Municipal, com apenas uma lista apresentada, eleita por 21 votos contra 17 em branco.

José Joaquim Leitão foi reeleito, e com ele Paulo Viegas, como 1.º Secretário, e Ana Paula Santos, como 2.ª Secretária.

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Foi nessa qualidade que terminou a cerimónia, relembrando que “os eleitores disseram neste acto eleitoral, o que pretendem para o futuro de Almada e cabe a nós, eleitos no poder e na oposição, dar sequencia à vontade do povo, sendo leais aos programas que apresentamos”.

Numa referência à memória do Poder Local, recordou a tomada de posse de 12 de Dezembro de 1976, “na qual foi eleito o primeiro presidente da mesa da Assembleia Municipal, Nuno Manuel Perfeito Cabeçadas, que hoje está aqui connosco”.

Sublinhou ainda o papel da Assembleia Municipal na gestão autárquica, “que deve ser cada vez mais transparente e aberta à população,  e agradeceu aos eleitos “que agora terminam o mandato, mas também aos que não votaram na lista do PS, porque temos de respeitar as diferenças.”


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