O anúncio foi feito esta tarde pelo ministro do Ambiente da Transição Energética durante a assinatura do protocolo de intervenção de emergência no cordão dunar na Praia de São João da Caparica.

João Pedro Matos Fernandes garantiu que “a partir de Maio vai começar a reposição de areia nas praias da Costa da Caparica um milhão de metros cúbitos de areia, numa operação que vai decorrer até à época balnear, para garantir que todos vão ter um bom período de praia”.

A areia será proveniente das dragagens realizadas pelo Porto de Lisboa e irá contar com financiamento comunitário. “Podem dizer depois que o mar vai voltar a levar a areia, é um facto que isso irá acontecer, mas estas intervenções têm de ser feitas repetidamente.

É uma luta do homem contra a natureza para preservar a riqueza do turismo, mas que temos de manter, porque não voltaremos à solução de colocar barreiras de pedra junto do mar, uma solução que não resultou.”

Na iniciativa foi assinado um contrato de cooperação entre a Câmara Municipal de Almada e a Agência Portuguesa do Ambiente, representados por Inês de Medeiros, presidente da autarquia e pelo vice-presidente do Conselho Diretivo da APA, Pimenta Machado, para a realização de intervenções de restauro do ecossistema dunar na Praia de São João da Caparica.

DIÁRIO IMAGEM

Através deste contrato de cooperação, o município de Almada vai realizar diversas intervenções no cordão dunar, em terrenos do domínio hídrico, com vista a reforçar a proteção natural contra a erosão costeira e a APA suportará as despesas das intervenções necessárias, no valor de cerca de 60 mil euros.

Inês de Medeiros salientou a necessidade da intervenção depois da aplicação do programa ‘Reduna’ em 2014, “que aplicou uma solução ambiental para manter as dunas com fauna autóctone e que será agora repetida, porque as tempestades que fustigaram a Costa da Caparica no último Inverno causaram estragos elevados, com a costa a regredir vinte metros.”

A edil frisou ser este “o primeiro contrato de cooperação entre a Câmara Municipal e a APA, mas que esperemos que sejam feitos muitos mais, para recuperarmos a nossa costa.”

A cooperação entre as duas entidades foi também elogiada pelo ministro do Ambiente, que considerou tratar-se de “um excelente exemplo de descentralização. Mas quem melhor do que a autarquia para saber o que é necessário fazer nestes casos?”.

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