Almada

Almada | Câmara dá por concluídos realojamento e demolições no Bairro do 2.º Torrão

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A vereadora da Proteção Civil da Câmara Municipal de Almada, Francisca Parreira, afirmou que «a demolições foram concluídas dentro do prazo previsto, de 1 a 6 de Outubro, precisamente no início do ano hidrológico, excepto por algumas construções, devido ao facto de os seus moradores terem interposto providências cautelares».

Segundo Francisca Parreira, até esta sexta-feira a Câmara de Almada já foi notificada para responder a, pelo menos, seis providências cautelares, sendo que algumas famílias, que recusaram as soluções alternativas propostas pelo município, decidiram permanecer no interior das construções em situação de risco.

A Câmara Municipal de Almada deu assim por concluído, esta quinta-feira, o processo de demolição de dezenas de construções clandestinas sobre uma vala no bairro do 2.º Torrão, na Trafaria.

Foi também assegurado o realojamento temporário de 51 famílias, de acordo com Francisca Parreira, que explicou à Lusa que a autarquia «assegurou alojamento em novas casas para 26 famílias, havendo 14 agregados familiares já com casa reservada, mas que aguardam pelas ligações de luz e água».

Francisca Parreira explicou que «o município teve conhecimento de que as construções sobre a vala do 2.º Torrão ofereciam perigo para a vida das pessoas através de um relatório da Proteção Civil, tendo iniciado de imediato um processo que conduziu à demolição das construções em risco e ao acompanhamento e encaminhamento das famílias».

Outros nove agregados recusaram a casa ou outras soluções de alojamento temporário propostas pelo município, existindo também duas famílias para as quais o município ainda não encontrou casas disponíveis no mercado.

Todas as famílias que ainda não têm casa atribuída estão alojadas temporariamente em unidades hoteleiras de Almada e de Lisboa, segundo a autarquia.

A autarquia tem a decorrer o processo para a construção de 95 novos fogos, com projeto de arquitetura já aprovado, para acolher, a título definitivo, os moradores do 2.º Torrão que agora foram obrigados a abandonar as casas por razões de segurança.

O assunto do realojamento foi tema de discussão na última reunião camarária do executivo, com a vereadora Joana Mortágua (BE) a criticar o processo, o que gerou comentários por parte de eleitos de outros partidos e da presidente Inês de Medeiros, conforme o Diário do Distrito noticiou.


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