AlmadaCultura

Almada | As marchas são liiindas!!

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Depois de dois anos paradas devido à pandemia, as marchas de Almada realizam-se hoje pelas 21h. O percurso, que é diferente este ano, terá início na Avenida Aliança Povo MFA (saída do parque de estacionamento do Hospital Particular de Almada), desfile na Avenida António José Gomes e término no Largo 5 de Outubro, na Cova da Piedade.

Como habitual, o trânsito estará condicionado e sujeito a cortes como já tínhamos noticiado. O desfile conta com nove marchas e duas infantis com a ordem seguinte:

Marcha Infantil – Projecto Age em Rede CLDS 4G, com o tema “Trafa-Rica Enamorada

Em 2022, a Trafa-Rica conta uma história de amor entre um pescador e uma jovem camponesa. Um amor proibido que tinha como local de encontro dos enamorados, a fonte dos casais da Charneca de Caparica. 

Este projecto é coordenado pelo Centro Social Paroquial Nossa Senhora da Conceição da Costa de Caparica e executado, em parceria, com a Santa Casa da Misericórdia de Almada. A Trafa-Rica é uma marcha popular infantil que promove a cultura e as tradições locais junto das crianças e das suas famílias. A marcha, que se iniciou com crianças da Trafaria e da Costa de Caparica, alargou a sua atuação à Charneca de Caparica e à Sobreda.

Padrinhos:Cláudia Pereira, coordenadora RE-AGE em Rede, e Paulo Silva, presidente da Associação de Moradores do 2.º Torrão

Marcha Infantil – Os Costinhas, com o tema, “Os Costinhas nas cusquices das vizinhas

Marcha do Centro Comunitário Pia II, com o tema “Cais do Ginjal: Memórias da Nossa Gente

No passado, o Ginjal foi um importante centro náutico. Sendo um cais de acesso fácil, fervilhava de vida e de actividade. Ao Ginjal aportavam barcos carregados, que alimentavam as indústrias e o comércio existentes. Todo este esplendor foi esmorecendo, tornando-se uma memória. O Ginjal irá despertar para uma nova vida e tornará a ser um espaço de vida, com habitação, comércio e cultura. São estas memórias e esperança que hoje fazem cantar, para o povo de Almada, a Marcha do Centro Comunitário do PIA II. 

O Centro Comunitário Pia II foi criado no final dos anos 80 e é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), inserida na resposta social da Santa Casa da Misericórdia de Almada. A respetiva marcha inclui jovens dos 12 aos 30 anos todos eles residentes no Monte da Caparica. Toda a equipa que organiza a Marcha do Centro Comunitário Pia II trabalha nesta instituição, que dá apoio a pessoas desfavorecidas e em situação de carência económica. A Marcha do Centro Comunitário Pia II já venceu várias vezes o concurso, tendo sido campeã em 2017 e em 2018.

Padrinhos:Andreia Ventura (actriz) e Sérgio Alves (actor)

Marcha da Costa da Caparica, com o tema “Lá Vai Ela, A Costa…Em Arraiais”

A marcha da Costa da Caparica vai celebrar o S. João e o regresso das festas populares. A Marcha da Costa da Caparica é organizada pela Associação Cultural – Costa, das Artes às Tradições, que para além da marcha, promove ainda ações de solidariedade social e outras atividades culturais. É uma marcha estreante.

Padrinhos: Conceição Ribeiro (fadista) e Rui Vaz (fadista)

Marcha do Beira Mar, com o tema “Aguadeiros”

Actualmente, basta abrir uma torneira para ter acesso ao bem mais essencial e precioso para a humanidade, a água. No passado, e até à década de 50 do séc XX, naquela que era então a vila de Almada, eram os aguadeiros os responsáveis por vendê-la, porta-a-porta, carregando os seus burros com grandes barris cheios desta preciosidade. Nos chafarizes de Cacilhas, da Fonte da Pipa, do Poço da Romeira ou da Fonte Santa, os aguadeiros abasteciam os seus barris para venda, mas apenas os “endinheirados” a podiam comprar. O povo fazia fila nos chafarizes para, gratuitamente, encherem as suas vasilhas de água para uso doméstico. Esta marcha retrata os aguadeiros de 1930 que representam também o regresso às origens, uma vez que este foi o tema que apresentaram na sua estreia, há 24 anos.

A Marcha do Beira Mar Atlético Clube de Almada é organizada por esta coletividade, que, para além da marcha, promove ainda atividades como o futebol, karaté, hip-hop, dança do ventre ou Chikung. A Marcha do Beira Mar Atlético Clube de Almada já venceu duas vezes as Marchas Populares de Almada

Padrinhos: Sónia Costa (cantora) e João de Carvalho (actor)

Marcha Al-Madan, com o tema “Da Chita ao S. João: Almada Tradição”

Os arraiais e os festejos populares alusivos ao S. João (Santo Padroeiro de Almada) tiveram um forte impacto, a partir do século XVI, onde a crença passou a ganhar mais importância e os arraiais se tornaram tradição. No entanto, ao longo de todo o ano, Almada pautava pelas comemorações que dignificassem e atraíssem a atenção do seu povo, como os célebres Bailes da Chita. Nestes bailes as raparigas exibiam, com todo o esplendor, modelos de alta-costura num tecido menos nobre, o que permitia manter um alto nível de elegância sem gastar muito dinheiro, através das confeções feitas pelas costureiras da época. Os rapazes procuravam o melhor fato, junto do seu alfaiate.Assim, com este tema, esta Marcha Popular pretende recordar e retratar os festejos populares outrora vividos em Almada com muita alegria, cor e elegância.

A Marcha Al-Madan participa nas Marchas Populares de Almada há mais de 10 anos. A Associação Al-Madan está sediada no centro da chamada Almada Velha e um dos seus propósitos é inserir pessoas na comunidade e promover o associativismo. A Al-Madan promove também atividades culturais, tais como bailes, desfiles de Carnaval e ainda causas solidárias. O grupo de marchantes tem pessoas desde os 13 anos aos 60, e são todas residentes no concelho de Almada

Padrinhos: Vanessa Silva (atcriz e cantora) e Miguel Amorim (músico)

Marcha da Trafaria, com o tema “Soldados da Paz, Vozes de Esperança”

Esta marcha homenageia todos aqueles que arriscam a vida pelos outros, muitas das vezes colocando a sua própria em risco. A Trafaria sempre teve homens e mulheres que honraram esta profissão e que, em prol dos outros e da vida humana, saem todos os dias sem saber se regressam. O fogo é um dos maiores flagelos da humanidade, mas é tão gratificante salvar uma vida que compensa todos os riscos. A Trafaria celebra todas as vezes que, partindo em missão, os soldados da Paz são acompanhados por um anjo que os protege.

Padrinhos: Jessica Antunes (influencer) e Rui Figueiredo (influencer)

Marcha da Cova da Piedade, com o tema “As Vinhas da Romeira”

Este ano a Marcha da SFUAP – Cova da Piedade, vai homenagear a Romeira Velha, que em tempos atraiu bastante população para trabalhar nas suas vinhas. A localidade era famosa devido à qualidade dos vinhos aí produzidos.

A Marcha da SFUAP vai participar pela segunda vez nas Marchas Populares de Almada, após a estreia em 2019. A Marcha da SFUAP é organizada por esta coletividade, com mais de 100 anos de existência, e que promove atividades como ginástica, natação, karaté, escola de música, para além da marcha.

Padrinhos: Guilena e Dima (bailarinos)

Marcha do Pragal, com o tema “Até ao Lavar dos Cestos é Vindima”

Nos séculos XVII e XVIII, o Pragal era uma zona de forte desenvolvimento da viticultura, tendo sido o motor de florescimento desta cultura. A marcha do Pragal homenageia essa cultura fazendo dela o elemento essencial da marcha, no Figurino, na Cenografia e na Coreografia. A uva, as parras, os cestos e a vindima serão as personagens principais do Pragal 2022.

A Marcha do Pragal é organizada pela Sociedade Recreativa União Pragalense (SRUP), coletividade que celebrou 100 anos em 2019. A SRUP promove, para além da marcha, atividades desportivas, como por exemplo ginástica, e ainda as Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC), através de um protocolo celebrado com a Câmara Municipal de Almada e o Agrupamento de Escolas Anselmo de Andrade. A Marcha do Pragal nunca ganhou as Marchas Populares de Almada, mas ganhou um terceiro lugar em 2016. O grupo de marchantes é, na sua grande parte, composto por pessoas do concelho de Almada, embora contem com alguns oriundos de Lisboa, uma vez que o coordenador da Marcha do Pragal é Bruno Santos, e a ensaiadora é Sofia Pereira, e que exercem as mesmas funções na Marcha de São Vicente, e que acabam por trazer pessoas para a Margem Sul.

Padrinhos: Paulo Vasco (actor) e Dora (cantora)

Marcha da Charneca de Caparica, com o tema “Chega Pra Lá Não Me Mascarres”

Os carvoeiros e as lavadeiras. Noutros tempos os homens da Charneca permaneciam toda a semana na Mata dos Medos a produzir carvão, à moda antiga, em montes de areia onde a lenha do pinhal ardia lentamente até formar carvão. As mulheres, um dia por semana, iam a pé até ao areal da praia do Rei, onde brotava água doce, abriam covas e nelas lavavam a roupa da semana. Branca lavadeira, negro carvoeiro, as lides domésticas faziam os encontros serem frequentes, o sabão e o carvão viviam num “chega p´ra lá” constante. De uma coisa todos temos a certeza, sem mais voltas e porquês, a história deles é mascarrá-los outra vez!

Padrinhos: Cátia Santos (fadista) e Miguel Ramos (fadista)

Marcha da Capa Rica, com o tema “Era Uma Vez… A Lenda da Capa-Rica – Da Lenda aos Nossos Dias!” 

O tema que será apresentado este ano está relacionado com a freguesia e com a história que deu origem ao nome Caparica. Dizia-se que existia uma velhinha que tinha uma capa coberta de ouro, ou seja, uma capa rica e, que mais tarde o rei com essa capa fez a igreja do Monte da Caparica.

Após a analisarem da lenda da Capa Rica, esta marcha tem a certeza de que da lenda à realidade vai apenas um piscar de olhos. Rica, com ou sem Capa, a marcha será uma proposta arrojada, com determinação e verticalidade, que demonstra que a lenda se cruza com a realidade dos dias de hoje. Os nossos emigrantes, as pessoas que continuam a sair das suas terras, em busca de um sonho e de uma vida melhor, são também elas vistas de forma estranha nos países onde chegam. Um dos mais sofridos sentimentos de um emigrante é a saudade, que começa a ser sentida, no preciso momento em que se abraça a família para um adeus e um até breve. 

A Marcha da Capa Rica é organizada pela Associação Cultural Capa Rica (ACCR), criada em 2005 e que promove diversos eventos de cariz cultural, entre os quais desfiles e feiras quinhentistas. O ensaiador da Marcha da Capa Rica é Américo Silva, que é também coreógrafo, em conjunto com Pedro Augusto. O figurinista é Dino Alves e o cenógrafo é Hugo Barros. As músicas são da autoria de Tiago Torres da Silva e Toy.

Padrinhos: Diana Soares (fadista) e João Mendes (empresário, presidente da Assembleia Geral da ACCR)

Depois das marchas, haverá animação e dança, proporcionada pelo arraial e actuação da Banda Sense no Coreto do Jardim da Cova da Piedade. 

A final das marchas irá acontecer no Complexo Municipal dos Desportos “Cidade de Almada”, no Feijó, no dia 2 de julho. Os bilhetes para a final das Marchas Populares podem ser adquiridos no mesmo local, a partir das 17h, e custam 5€. As crianças só podem entrar a partir dos 3 anos.


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